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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Governo decide acabar com declaração de IR de empresa

O governo decidiu acabar até 2014 com a principal declaração entregue hoje pelas empresas ao fisco, a do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, informa Lorenna Rodrigues em reportagem na Folha desta terça-feira.

Para atender a ordem de racionalizar o sistema tributário brasileiro, dada pela presidente Dilma Rousseff em seu discurso de posse, a Receita Federal também vai extinguir mais sete documentos e adotar medidas para simplificar o PIS/Cofins.

Em entrevista à Folha, o secretário da Receita, Carlos Barreto, disse que várias declarações não são mais necessárias porque o órgão já dispõe das mesmas informações por meio sistemas eletrônicos, notas fiscais eletrônicas e do Sped (Sistema Público de Escrituração Digital).

"Não justifica mais a gente exigir do contribuinte uma declaração sobre algo que já temos", afirmou. A mudança pode ser feita apenas com uma instrução normativa. Segundo Barreto, nas próximas semanas, a Receita dará início à faxina com o fim da DIF-Bebidas, que traz informações sobre a produção de cervejas e refrigerantes.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

10 dicas para entrar em 2012 com as finanças no azul

10 dicas para entrar em 2012 com as finanças no azul

Planejamento financeiro de 2012: é fundamental evitar parcelamentos das compras de final do ano. Na empolgação do consumismo típico da época, esquece-se que os rendimentos extras, também típicos do período, não persistirão pelo ano seguinte. Porém, se o parcelamento for inevitável, faça uma planilha em que o valor já comprometido esteja previsto nos meses correspondentes. Sem esse controle, é certo o acúmulo de dívidas e o risco da inadimplência. É assim que inicia-se o ciclo de endividamento que afasta a realização daquilo que realmente traz satisfação e agrega valor à vida das pessoas. Por isso, reúna-se com a família para definir os desejos de curto (um anos), médio (até cinco anos) e longo (mais de 10 anos) prazos ou aqueles que se pretende em realizar em 2012 e incorpore o valor mensal necessário para a realização dos mesmos no orçamento mensal do próximo ano. Subtraia o valor desses sonhos da receita. O saldo restante é o orçamento para as demais despesas mensais.
Pesquisar preço e comprar à vista: Tudo que se compra em prestações paga-se mais caro. Já quem pesquisa o melhor preço paga menos e aumenta a chance de comprar à vista e obter desconto.
Pedir desconto: Se um produto custa mil reais e pode ser parcelado em 10 vezes de 100 reais, certamente à vista custará de 10% a 20% menos.
Reter 10% dos rendimentos: para começar a construir a independência financeira, deve-se guardar 10% do que ganha. Com o tempo, pode-se partir para um plano de previdência privada para complementar o INSS.
Qualquer que seja a dívida, o consumidor deve investigar o que está levando ele a gastar mais do que ganha, somando dívidas que não consegue pagar e que roubam recursos que deveriam ser destinados para a realização de sonhos. Fazer acordos para pagamentos de dívidas sem antes saber qual é a real capacidade de pagamento, sem cortar excessos, sem ajustar o orçamento ao verdadeiro padrão de vida é um grande risco, além de uma medida paliativa que apenas adia a solução da causa do problema. Abaixo, algumas medidas para ajudar a quitar dívidas e reequilibrar as finanças.
Cheque especial - cheque especial é uma das mais altas taxas de juros praticadas no mundo. Procure o gerente da conta e proponha imediato cancelamento dessa linha de crédito, mesmo que esteja utilizando. Proponha troca por uma linha de crédito que não ultrapasse 3% de juros mensais. Caso esteja pagando 100 reais de juros ao mês, proponha um parcelamento do mesmo valor, com prazo alongado. Isto fará com que não tenha mais que pagar juros mensais de 10% - isso faz sua dívida dobrar a cada 7 meses. Caso o gerente não aceite, o melhor a fazer é poupar para uma futura negociação.
Cartão de crédito - busque negociação com operadora do cartão ou banco. Proponha um parcelamento com juros que não ultrapassem 3% ao mês, e que estas prestações caibam no orçamento financeiro mensal. Caso a operadora ou banco não aceitem, não faça acordos que não conseguirá cumprir. Mesmo que o nome seja negativado, guarde dinheiro mensalmente para uma futura negociação. Outra estratégia é buscar crédito com taxas mais baixas como, por exemplo, o crédito consignado. Mas atenção: não resolve trocar um credor por outro, é preciso resolver e atacar a verdadeira causa do desequilíbrio financeiro.
Financiamento de casa - Para a maioria dos brasileiros a compra da casa própria é um sonho que só é possível realizar adquirindo uma dívida ˆ o financiamento imobiliário. Em boa parte dos casos, o que impede o pagamento das prestações da casa são os gastos supérfluos. Se está difícil pagar as prestações, o melhor a fazer, além de cortar excessos de gastos, é procurar a financiadora e propor um alongamento da dívida, adequando a prestação à real capacidade de pagamento. Caso não consiga a renegociação, estude a possibilidade de trocar esse imóvel por um de preço inferior.
Carro - um veículo não é investimento e, sim, um bem de consumo. A prestação em si nem sempre é o motivo da dificuldade de custear esse bem - embora ao final do financiamento a pessoa tenha pagado por dois veículos e levado apenas um. O verdadeiro problema está na manutenção do veículo, cujo custo mensal equivale, em média, a 3% do valor do carro. A manutenção de um veículo de 20 mil reais, por exemplo, tem um custo de aproximadamente 600 reais mensais - gasolina, seguro, licenciamento, IPVA, entre outros. Portanto, é importante analisar o custo-benefício da compra do veículo. Se tê-lo é uma necessidade e está difícil pagar é melhor rever o orçamento e tentar renegociar o prazo da dívida com prestações que realmente caibam no bolso, considerando todas as demais despesas já assumidas. Se a renegociação também não for possível, o melhor é buscar um advogado e providenciar a devolução do veículo.
Fonte: Administradores.com.br

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Marcopolo tem alta de 20,8% em seu lucro líquido no 3º trimestre, para R$ 78,5 m

A Marcopolo (POMO4) relatou alta de 20,8% em seu lucro líquido na comparação entre o terceiro trimestre de 2010 e de 2011, alcançando R$ 78,5 milhões, segundo balanço divulgado pela empresa nesta segunda-feira (7). A companhia também reportou avanço de 24,6% na sua receita líquida consolidada na mesma base comparativa, atingindo R$ 888,6 milhões.

A companhia credita esse bom desempenho à forte demanda no mercado internacional, que impulsionou as receitas no exterior e com as exportações, que atingiram R$ 215,7 milhões, montante 29,2% ao que foi visto no 3T10. O Ebitda (geração operacional de caixa) da companhia atingiu R$ 127,2 milhões, um avanço de 42,4% na mesma base comparativa. A margem Ebitda (relação percentual entre a receita líquida e o Ebitda) avançou 1,8 ponto percentual, alcançando 14,3%.

Otimismo para os próximos trimestres
A administração da empresa ressaltou o que ela acreditar ser um bom desempenho nos últimos anos. "Os resultados obtidos são fruto de decisões estratégicas que se mostraram corretas e de um programa de investimentos no montante de R$ 330 milhões", destacam.

Dessa forma, a companhia mostra-se bastante confiante com os próximos trimestres. "Existem razões para acreditar que o próximo ano também será positivo, como as eleições municipais, que gera renovação da frota de ônibus urbanos", destaca a companhia, que espera também se aproveitar dos eventos esportivos no Brasil na próxima década, e a ampliação dos investimentos em transporte público.
Fonte: infomoney.com.br

sábado, 22 de outubro de 2011

Eike Batista quer fabricar iPad no Brasil

BRASÍLIA (Reuters) - O empresário Eike Batista, magnata que controla várias empresas nas áreas de recursos naturais e infra-estrutura no Brasil, disse nesta sexta-feira a membros do governo federal que está interessado em participar do projeto da Foxconn, que fabricará no Brasil o iPad, computador tablet da Apple.
"Queremos participar do empreendimento com a Foxconn", disse Eike, após reunião da qual participaram os ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
De acordo com Pimentel, o projeto pode ter também como parceiros a Semp Toshiba e a Positivo e envolver a transferência de tecnologia para o Brasil.
"É um sonho o Brasil entrar nesse mundo de telecomunicações", disse Eike, sem detalhar prazos ou valores. "O Brasil tem um mercado super promissor, que é o mais importante".
Na conversa com jornalistas após a reunião, Mercadante chegou a anunciar que Eike teria anunciado uma nova descoberta de 5 bilhões de barris de petróleo na Bacia de Campos à presidente Dilma Rousseff.
Mas o empresário logo em seguida corrigiu a informação, dizendo que o volume potencial das reservas já é conhecido e que apenas formalizou o anúncio à presidente.
(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

10 atitudes que devem ser evitadas quando o assunto é planejamento financeiro

Por: Patricia Alves - http://www.infomoney.com.br

Gastar menos do que ganha, evitar pagar contas em atraso, olhar taxas de juros, poupar, investir... Na teoria, falar de planejamento financeiro é bem fácil. No entanto, na prática nem sempre é assim.

Muitas vezes o sucesso – ou fracasso - do planejamento financeiro está nas atitudes. Erros comuns, que passam despercebidos por muitos, interferem diretamente nos resultados das finanças pessoais e podem impactar, e muito, nas contas no final do mês.

Confira os comportamentos que devem ser evitados quando o assunto é planejamento e, se for o caso, reveja seus hábitos!

1 – Deixar para amanhã – Como diz o ditado, “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”. Planejamento financeiro é igual à dieta, ou seja, deixar para o dia seguinte pode prejudicar, e muito, o resultado final.

2 – Começar pelas despesas – Muitos acham que uma planilha de orçamento deve começar pelas despesas, pois, conhecendo os gastos, fica mais fácil saber para onde vai o dinheiro recebido. O erro, no entanto, está na ordem das coisas. O correto é começar pelas receitas e adequar os gastos a elas, e não o contrário.

3 – Não considerar pequenos gastos – A planilha de orçamento está impecável, com as receitas e despesas colocadas de forma correta e com o resultado sempre no azul. Tudo isso funciona, no entanto, apenas no papel. O erro pode estar nos pequenos gastos. Desconsiderar despesas menores, como o cafezinho após o almoço, por exemplo, pode impactar no controle das finanças. Assim, anote e considere como gastos todas as despesas, mesmo aquelas chamadas “invisíveis”.

4 – Agrupar as despesas – Ao colocar as despesas em grupos, as pessoas acabam não percebendo exatamente para onde vai o dinheiro. A dica não é eliminar os grupos, mas sim detalhar um pouco mais as despesas de cada um deles. Por exemplo: no lugar de colocar R$ 200 gastos com lazer, especificar quanto foi gasto com cinema, restaurante, viagem etc.

5 – Guardar apenas o que sobrar – Poupar e investir também fazem parte de um planejamento financeiro de sucesso. No entanto, é importante estimar uma quantia mensal que deve ser guardada para esse objetivo. Deixar para guardar apenas o que sobrar no final do mês é um grande erro, pois, dessa forma, raramente sobra alguma coisa.

6 – Fazer contas mentais – Umas das armadilhas para as finanças pessoais é confiar apenas nas contas mentais, ou seja, aquelas que fazemos quando vamos definir onde gastar o 13º salário, as férias ou até para controlar o limite do cartão de crédito. A psicologia econômica explica que é uma tendência do ser humano não respeitar os limites fazendo contas mentais e, assim, o orçamento fatalmente será prejudicado.

7 – Considerar cheque especial como renda – Muitas pessoas fazem o planejamento financeiro considerando o limite do cheque especial como renda, na hora de estipular as receitas, por ele ser pré-aprovado e de fácil acesso. Cuidado! Essa modalidade de crédito tem uma das taxas de juros mais caras do mercado e utilizá-la com frequência e sem planejamento pode levá-lo ao descontrole e à inadimplência.

8 – Esquecer compras parceladas – Ao organizar a planilha de orçamento mês a mês, é importante considerar as compras parceladas e não esquecer de incluir as prestações como despesas nos respectivos meses de pagamento. Esquecer estes valores pode causar um grande rombo no orçamento quando chegar a hora de pagar as contas.

9 – Considerar o salário bruto – Na hora de colocar as receitas, muita gente considera o salário bruto, sem o desconto dos impostos, o que dá a ilusão de um rendimento maior.

10 – Não ter uma reserva de emergência – Apesar de último nesta lista, talvez este seja o principal erro do planejamento financeiro. Não possuir uma reserva de emergência, que represente, por exemplo, de 3 a 6 meses de gastos, pode acabar com qualquer orçamento, até mesmo daqueles que não possuem dívidas e estão com as contas fechando no azul todos os meses. Essa reserva deve ser destinada a gastos inesperados e de grande impacto financeiro, como em situações de desemprego, doença etc. O ideal é separar um valor mensal com esse objetivo e aplicá-lo, de preferência em investimentos seguros e líquidos, para que o montante seja de fácil acesso na hora do resgate.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Se a crise é lá fora, por que a bolsa brasileira cai mais do que as outras?

Por: Diego Lazzaris Borges

Os Estados Unidos têm enfrentado sérios problemas econômicos ao longo deste ano. O desemprego elevado, a dificuldade de conseguir aumentar o teto da dívida pública no Congresso - que fez com que a nota de classificação de risco dos seus títulos públicos fosse rebaixada pela primeira vez na história pela agência Standard & Poor's - e a estagnação da economia são algumas dos problemas enfrentados pelos norte-americanos.
Já o Brasil, apesar de alguma dificuldade para trazer a inflação para o centro da meta, segue com uma economia consolidada, em crescimento e com bons níveis de emprego. Apesar das diferenças de cenário entre os dois países, contraditoriamente, o Ibovespa (principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo) acumula queda de 23,12% neste ano (com base no fechamento desta quinta-feira, 22), enquanto o Dow Jones (índice que reúne as 30 ações mais negociadas da Bolsa de Nova York) caiu 7,29% no mesmo período.
Na Europa, continente que também passa por um processo delicado, com muitas incertezas por conta da dívida fiscal de países como Grécia, Espanha e Itália, apesar das bolsas acumularem queda maior do que nos EUA, as perdas são menores do que aquelas verificadas no mercado brasileiro.
Com isso, muitos investidores se perguntam: se o problema maior está lá fora, por que a nossa bolsa sofre mais do que os mercados internacionais?

Ibovespa começou mal o ano
De acordo com o analista-chefe da corretora SLW, Pedro Galdi, um dos motivos para o Ibovespa estar com um desempenho pior do que as outras bolsas este ano é que o mercado brasileiro já começou 2011 de forma conturbada, com as ações da Petrobras (que detém a segunda maior participação no Ibovespa) bastante penalizadas por conta de dúvidas em relação ao processo de capitalização da companhia (ocorrido no final de 2010) e por conta de episódios de ingerência do governo no comando da estatal.
Outra empresa que detém grande peso no Ibovespa e que sofreu no início do ano, afetando também o índice de uma maneira geral, foi a Vale. “O mercado penalizou as ações da Vale por conta dos problemas em relação a saída de Roger Agnelli (antigo presidente da companhia), que também teve forte influência do Governo”, diz Galdi.
Assim, segundo o analista, a bolsa brasileira já começou o ano em desvantagem em relação aos outros mercados mundiais. “Antes dos problemas lá fora se agravarem, a nossa bolsa já caia 10%, enquanto nos EUA o Dow Jones subia 10%", afirma Galdi.

Peso da commodities
De acordo com o analista, outro ponto que faz com que a bolsa brasileira esteja pior do que outros mercados mundiais é a forte dependência do nosso mercado em relação às commodities (matérias primas, como petróleo e minério de ferro), que são o negócio principal de grandes empresas listadas na bolsa brasileira.

“Quando se observa uma piora no cenário econômico, quem tem commodities é que sofre mais. Empresas de papel e celulose, mineração e petróleo acabam sendo prejudicadas”, afirma Galdi.
O analista da corretora Socopa, Osmar Camilo, concorda. “As empresas ligadas às commodities têm um grande peso no Ibovespa, então, sem dúvida o desempenho delas influencia a bolsa brasileira”, afirma Camilo.

Economias emergentes
Entretanto, o analista da Socopa ressalta que o desempenho ruim este ano não está restrito apenas à bolsa brasileira. Segundo ele, a maioria dos mercados emergentes está com desempenho de suas bolsas parecido com o Brasil este ano. “Se você olhar o índice MSCI de mercados emergentes, a queda está próxima daquela verificada na bolsa brasileira”, diz Camilo.
De acordo com o analista, em momentos de crise, apesar de não estarem no “centro do furacão”, as economias em desenvolvimento acabam sendo mais penalizadas. “Os mercados emergentes sofrem mais, porque ainda trazem incertezas para os investidores”, diz Camilo.
O especialista da MoneyFit, André Massaro, tem a mesma opinião. “Apesar da melhora na economia, o Brasil ainda é um país emergente e, usando um termo em desuso, de terceiro mundo. Em momentos de crise, muitos investidores fogem para países mais seguros, especialmente para os Estados Unidos”, afirma Massaro.

Volume de negócios
Outra questão diz respeito ao volume negociado na bolsa brasileira. O especialista da MoneyFit lembra que, quanto maior o volume negociado, menor o risco de ter uma volatilidade acentuada.
“A bolsa brasileira ainda tem um volume de negócios muito menor do que bolsas norte-americanas por exemplo, por isso sofremos mais com a volatilidade do que eles”, afirma Massaro.
Ele lembra que o mesmo acontece com as próprias ações das companhias. “Os papéis da Vale e da Petrobras têm um volume grande de negócios e por isso apresentam uma volatilidade menor do que outras empresas com volume menor de negociação”, diz.

Alta taxa de juros
Outra questão apontada pelos especialistas como um dos motivos para a bolsa brasileira estar com um desempenho pior este ano do que outros mercado é o fato do País possuir uma das maiores taxas de juros do mundo, beneficiando os investidores que aplicam em renda fixa.
Só este ano, a Selic (taxa básica de juro da economia) subiu 1,25 ponto percentual – mesmo com a queda de 0,50 p.p. anunciada na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC. “Com certeza a alta taxa de juros atrapalha a bolsa”, diz Camilo, da Socopa. “Mas é bom lembrar que nós sempre tivemos taxas bastante altas”, completa.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

IPI maior elevará preço de carro importado em até 28%

Por Leonardo Goy e Isabel Versiani | Reuters
O governo anunciou nesta quinta-feira (15) um grande aumento da taxação sobre automóveis importados, numa ofensiva para tentar estimular as montadoras a elevar a produção nacional.

A medida valerá até o final do ano que vem e pode gerar um aumento de até 28% nos preços finais dos veículos não produzidos no Brasil, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

"Nós ficamos preocupados quando lemos nos jornais que a indústria automobilística está aumentando os estoques no pátio, então nós vamos tomar medidas no sentido de dar condições para que essa indústria possa continuar se expandindo", afirmou Mantega.

O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para todos os automóveis foi elevado em 30 pontos percentuais, para até 55 por cento.

Para não serem atingidos pela taxação maior, as montadoras instaladas no Brasil deverão comprovar que se enquadram em três amplos critérios. O primeiro deles é que pelo menos 65 por cento das peças dos carros tenham sido produzidas no Brasil e no Mercosul.

Além disso, as empresas deverão executar, no Brasil, pelo menos 6 de 11 etapas do processo produtivo --como pintura, fabricação do motor e montagem do sistema de embreagem.

Por fim, as empresas deverão provar que realizam investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Os ministros, porém não esclareceram os critérios mínimos para esses investimentos.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) comemorou a iniciativa.

"É um caminho importante que vai fortalecer a indústria nacional", disse o presidente da entidade, Cledorvino Belini, acrescentando que, devido às exigências de nacionalização, a cadeia de autopeças também será favorecida e o preço do produto nacional não será alterado.

Aumento vale a partir de amanhã
O aumento do IPI já vale a partir de sexta-feira, mas inicialmente todos os veículos estão livres da alta. Em até 60 dias, as empresas têm de comprovar enquadramento nos critérios. Aquelas que não o fizerem, terão de pagar o imposto maior retroativamente. Segundo Mantega, de 12 a 15 empresas devem se enquadrar nos critérios anunciados.
"A medida significa que está aumentando em 30 por cento o custo do veículo importado", resumiu o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.

As medidas chegam após várias montadoras anunciarem redução na produção de veículos devido ao aumento dos estoques nos pátios, como reflexo da economia em desaceleração.

Além disso, a participação dos carros importados no mercado brasileiro não para de crescer. Em 2009, essa fatia era de 15,6 por cento. Desde então, esse percentual passou a 18,8 por cento em 2010 e a 22,5 por cento de janeiro a agosto deste ano.

A Abeiva, associação que representa os importadores de veículos que não têm montadoras no Brasil, disse ter considerado a medida "totalmente" injusta. Ela destacou o fato de o governo não estar respeitando o prazo de 90 dias para a entrada em vigor da nova taxação --o que prejudica as vendas fechadas com a taxação antiga.

Segundo José Luiz Gandini, presidente da entidade, os veículos importados por empresas que não têm montadoras no Mercosul representam apenas 6 por cento do mercado total. Para ele, as medidas não vão estimular a vinda de mais montadoras para o Brasil, porque dão a sensação de maior insegurança sobre as regras no setor.

"Nossos carros sobem 30 por cento, enquanto os carros importados também pelas montadoras não sobem", afirmou. "Estamos exportando emprego para o México".

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dívidas: conheça os tipos de endividados e saiba evitar essa situação

Por: Equipe InfoMoney

O endividamento é uma realidade que aprisiona milhares de brasileiros. Independentemente do salário recebido, a compulsão pela compra, conhecida como consumismo, atinge qualquer pessoa, e engane-se quem pensa que o consumismo é o mesmo que consumo.

O consumo é um conceito de necessidade e é considerado saudável, mas é preciso manter a atenção para que não se torne uma armadilha, tornando-se um vício ou uma necessidade constante.
Segundo a escritora e consultora Márcia Tolotti, o consumismo é o culpado pelo endividamento. "O endividado é aquela pessoa que se joga para um risco. Ela não sabe como vai pagar, mas mesmo assim compra".

Endividados
Os endividados são classificados em três categorias:

•Ativo: é aquela pessoa que está constantemente contraindo dívidas e alega que teve imprevistos;

•Sobreendividado: é o equivalente a um falido. Estoura o cheque especial, realiza inúmeras parcelas no cartão de crédito, além de empréstimos;

•Passivo: este é o endividado que realmente passou por um imprevisto, seja ele doença, acidente, desemprego, morte ou separação.
Armadilhas
A satisfação plena e constante não existe, a frustração faz parte da vida de qualquer ser humano e os problemas não serão resolvidos durante as compras, segundo explica a escritora.

Pensando nisso, o ideal é ter cuidado para não cair nas armadilhas do consumo e não buscar desculpas para gastar dinheiro.

Para Márcia Tolotti, as causas afetivas são as principais culpadas que levam ao endividamento. "O consumismo atinge a pessoa quando o emocional está abalado", alega a consultora.

Sem dívidas
Educar-se financeiramente, não fazer muitas parcelas no cartão de crédito, não utilizar o cheque especial e nem realizar financiamentos longos são algumas dicas para que a dívida não chegue perto.
Para conseguir "sair do buraco" e se livrar do endividamento, o primeiro passo é reconhecê-lo. Fazendo isso, crie um método de controle, como uma planilha. Coloque todos os gastos feitos numa tabela e regule suas finanças.
"Para surgir um investidor é preciso que o gastador saia de cena", finaliza Márcia.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ao se tornar chefe, profissional deve mudar postura?

Por: Equipe InfoMoney

Se, por um lado, tornar-se chefe traz mais reconhecimento profissional e salários mais interessantes, por outro, os desafios e as exigências da nova posição serão condizentes com tais recompensas. Antes de mais nada, para evitar frustrações, é preciso ter em mente que sair de um cargo operacional para assumir uma posição estratégica vai exigir o desenvolvimento de três competências principais.
De acordo com o sócio-fundador da Alliance Coaching, Silvio Celestino, os principais pontos a aprender ou aprimorar estão relacionados à comunicação, à habilidade em delegar tarefas e ao acompanhamento do trabalho da equipe.
Perceba que o novo chefe deverá desenvolver habilidades focadas em gestão de pessoas, já que posições estratégicas exigem que o profissional saiba lidar com os colaboradores, sabendo como treiná-los, selecioná-los e motivá-los.

Do operacional ao estratégico
Falando em comunicação, o profissional precisa entender que na nova posição ele terá um relacionamento mais constante com os líderes da empresa e a forma como se comunica com eles deverá ser diferente de como se comunicava com os demais membros da equipe. “Ele precisa aprender a passar informações para os superiores em uma linguagem de resultados”, explica Celestino.
Na prática, isso significa que a preocupação do novo chefe será voltada a passar para os superiores o que a equipe está fazendo para reduzir custos, aumentar receita, intensificar a produtividade, ou seja, fazer mais, melhor e com menos recursos. É essa linguagem que a empresa quer que o profissional que assume uma posição estratégica tenha.

A nova postura
Além de começar a ter um contato mais intenso com as pessoas que definem os rumos da empresa, o profissional deverá ter uma postura diferente perante os membros da equipe. Se antes ele estava no mesmo nível, agora precisa entender que as coisas mudaram e uma nova postura será necessária.
Celestino explica que essa transição não se dará automaticamente e será, sim, preciso formalizar a passagem em vários aspectos. Em relação aos demais membros da equipe, a sugestão é que o novo chefe tenha uma conversa clara, madura e profissional. Isso será importante inclusive se o colaborar for muito próximos aos integrantes da equipe.
Esclarecer a nova situação ajuda a poupar o profissional de situação desagradáveis, já que agora ele terá de delegar tarefas e cobrar pessoas que antes eram seus pares e, muitas vezes, seus amigos. O diálogo também será importante, pois, caso o novo chefe não faça isso, ele terá mais dificuldade de se impor.

Delegando e acompanhando
Entre as novas tarefas daquele profissional que acabou de ser promovido a um cargo de chefia, está a de delegar trabalhos e acompanhar o andamento deles. Delegar e acompanhar, portanto, serão as principais competências a ser desenvolvidas. Se ele não souber delegar, não vai ter tempo de cumprir sua função como chefe, se ele não souber acompanhar, não haverá garantias de que o trabalho será entregue no prazo.
O novo chefe também precisa estar emocionalmente preparado, pois o resultado dos trabalhos não vai mais depender exclusivamente dele e de sua ferramenta de trabalho. O que acontece é que, quando um colaborador exerce um cargo operacional, ele recebe o trabalho e organiza-se para entregá-lo, sem depender de ninguém. Nas posições estratégicas, de chefia, um trabalho que precisa ser realizado vai depender de um grande número de pessoas, e isso gera insegurança, que acaba afetando o emocional, explica Celestino.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Brasil terá "enxurrada" de tablets até fim do ano, diz ministro

Por: Laryssa Borges
O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira que até o final do ano o Brasil terá uma "enxurrada" de tablets produzidos no País com preços até 40% mais baixos que os atuais equipamentos importados e vendidos em território nacional. Atualmente, Samsung, Motorola, Semp Toshiba, Positivo e Aix já produzem componentes brasileiros para os tablets.

"Precisamos fortalecer a indústria nacional, softwares, games e componentes. Até o final do ano teremos uma enxurrada de tablets, com queda de 30 a 40%. Temos que estender essa opção para notebooks", disse o ministro, que participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Na última semana, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou medida provisória (MP) que reduz a zero a cobrança de PIS e Cofins incidentes sobre a venda de tablets produzidos no Brasil. Também ficam reduzidos o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Importação. Pelos cálculos do Ministério da Fazenda, os benefícios fiscais representam queda de mais de 30% no preço final do tablet.

Para autorizar o benefício a produtos como o iPad, o tablet da Apple, a Receita Federal definiu um código específico para os tablets e, diferenciando-os em uma categoria que não sejam igualados nem a notebooks nem a palmtops - como eram anteriormente classificados. A medida abriu espaço para que os equipamentos também tivessem direito à isenção de PIS e Cofins, conforme previsto na Lei de Informática.

Conforme explicou Mercadante nesta terça-feira no Senado, a exigência inicial do governo é que as empresas com tecnologia para a produção de tablets implementem de imediato 20% de conteúdo nacional nos equipamentos. Em três anos, passará a ser exigido que 80% sejam de componentes brasileiros.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Internet: empresas querem cobrar mais de quem usa mais a rede

Por: Equipe InfoMoney

SÃO PAULO – As empresas de telecomunicações têm se preocupado constantemente com o fluxo de dados na internet. Para evitar problemas futuros, as empresas têm se empenhado, por meio de estudos, em entender o cenário da internet brasileira e, com isso, obter a permissão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para cobrar mais de quem usa mais a rede.
Alguns sites, como os de relacionamento ou que oferecem serviços, acabam gerando maior tráfego de dados, que futuramente poderá comprometer o serviço.

Decisão
Para que a Anatel tome uma decisão, é preciso apresentar esses estudos, além de ser necessária a consulta da população. Em nota, a Agência explica que o objetivo da consulta pública é recolher subsídios com vistas à futura tomada de decisão no campo regulatório, no momento processualmente adequado, no âmbito do Conselho Diretor.
Segundo a Agência, a proposta em consulta pública é, portanto, o ponto inicial de uma interação ampla e democrática do órgão regulador com os interessados.

Empresas
De acordo com a TIM, a empresa “está acompanhando os debates sobre os investimentos para construção de novas redes e a participação de clientes e provedores de conteúdo que usam a internet”.
Procuradas, a Oi e a Telefonica, por meio de suas assessorias de imprensa, explicaram que o Sinditelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal) poderia se posicionar em nome das empresas, porém, o Sindicato afirma que não irá se opinar a respeito. Já a Claro não manifestou até o fechamento desta notícia.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Confira 10 dicas que podem ajudar sua empresa a não fechar as portas mais cedo

Por: Equipe InfoMoney

Ter espírito empreendedor e capital para iniciar o próprio negócio não deve ser considerado a única garantia de sucesso por ninguém que se aventure no universo corporativo. Afinal, não é de hoje que a prosperidade de um empreendimento depende principalmente das habilidades em gestão empresarial apresentadas pelo profissional eleito para comandar tal negócio.
Por esta razão, estar atento aos primeiros passos de uma organização é tão primordial: até mesmo os erros mais sutis podem vir a comprometer todo o investimento que ainda se encontra em fase de estruturação.
Para minimizar as chances de ver a 'empresa dos sonhos' fechar as portas cedo demais, o Portal InfoMoney consultou o professor dos cursos de pós-graduação e graduação em administração da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), Eduardo Armando, para auxiliar os empreendedores que estão iniciando neste mercado.
Fechar? Nem pensar!
Confira abaixo as 10 dicas indicadas pelo profissional para quem deseja ver seu empreendimento crescer e passar longe da falência:

•Especialize-se em gestão empresarial – dirigir uma organização em seu início de vida é mais complexo do que atuar em uma já consolidada, cujas operações já se mostrem estruturadas e o capital da empresa estabilizado. Portanto, atenção à especialização! Nem sempre possuir uma formação técnica é suficiente para administrar um negócio. Nestas horas, o ideal é que o executivo tenha conhecimentos e experiência na área de gestão empresarial, afinal, só assim ele poderá resolver os problemas que surgirem.

•Cuidado com a estrutura de capital – o endividamento no Brasil costuma ser caro e pode inviabilizar as operações de uma empresa. Portanto, ao recorrer ao capital de terceiros para financiar um negócio, avalie bem as taxas de juros antes de contratar um empréstimo. Desta forma, é possível evitar que a conta a pagar fique mais cara que o total faturado pela companhia.

•Avalie friamente mercado e concorrência – a primeira pergunta a se fazer é se existe mercado para o produto e quem são os atuais e possíveis concorrentes. Tal tarefa, no entanto, só poderá ser realizada por um profissional preparado, que saiba identificar a concorrência e proponha maneiras de colocar os produtos da empresa em evidência.

•Invista – trabalhe com produtos que costumam ser valorizados pelos clientes, mas tome cuidado se você veio de um emprego corporativo. Afinal, as soluções adequadas para corporações nem sempre são necessárias e/ou cabem no orçamento de um start up.

•Aposte em advogados e contadores – nada de economizar com advogados e contadores, pois são justamente estes os profissionais que podem salvar a pele de um empreendedor e evitar aborrecimentos futuros. Antes de contratar, pesquise bem o histórico de cada prestador e aposte naquele que tiver mais credibilidade e cujo preço seja compatível com a verba em caixa para tal serviço.

•Obedeça a lei – aquilo que começa errado termina sempre mal. Por isso, evite negócios que são apenas viáveis devido à sonegação fiscal. Além de problemas com auditores fiscais, o empresário pode se deparar com um grande problema quando perceber que a concorrência descobriu suas operações ilegais e, de repente, toma-lhe alguns clientes.

•Não tenha medo de mudar – muitas vezes uma ideia é boa, mas, ao passar pelo teste da realidade, alguns ajustes se fazem necessários. Este é o caso, por exemplo, de uma solução cujo potencial técnico seja favorável, mas que, do ponto de vista comercial, se mostre inviável. Nestas ocasiões é preciso calma, afinal, realizar ajustes tempestivamente pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso.

•Cuidado com o sócio – use sempre critérios profissionais e procure complementar seu perfil. Uma sociedade é tão ou mais difícil que um casamento e um bom colega corporativo nem sempre pode vir a ser um bom sócio. Lembre-se de que as pessoas possuem objetivos diferentes e estes às vezes podem ser divergentes e de difícil compatibilização. Além disso, atenção não só ao que as pessoas dizem, mas também à forma como agem na vida profissional e pessoal.

•Adeque-se – esteja atento ao ciclo de vida da empresa! Aquilo que é adequado e suficiente no início de um empreendimento pode significar prejuízo e até a inviabilização do negócio em fases posteriores. Por isso, atenção às mudanças e adequações do perfil empresarial, que devem ser constantemente avaliadas.

•Sacrifícios são necessários– administrar o próprio negócio exige sacrifícios e nem sempre manter certos hábitos é possível. Às vezes, até a família e a convivência com familiares costumam ser afetadas no início de um negócio, afinal, estar à frente de uma empresa significa dedicação em tempo integral.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Copom mantém perspectiva de alta do preço da gasolina para este ano

Por: InfoMoney

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, em sua ata da última reunião, divulgada nesta quinta-feira (8), manteve a projeção de variação dos preços da gasolina. O Comitê continua projetando um aumento de 4% para este ano.
Com relação às tarifas de telefonia fixa e eletricidade, ambas para o acumulado de 2011, também foram mantidas em 0,9% e 4,1% respectivamente.

Preços administrados
No entando, houve alteração na projeção de reajuste para o conjunto de preços administrados para o acumulado de 2011, passando de 4,9% considerados na reunião de julho, para 5,0%, nesta última. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), esse conjunto de preços representou 29% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de julho.
A previsão de reajustes do conjunto dos preços administrados por contrato e monitorados para o acumulado de 2012, por sua vez, permaneceu em 4,4%, mesmo patamar considerado na reunião anterior.
A projeção considera, entre outros fatores, componentes sazonais, variações cambiais, inflação de preços livres e inflação medida pelo IGP (Índice Geral de Preços).

Copom
O Copom foi criado em junho de 1996, com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e de definir a taxa básica de juro. Até o final de 2005, as reuniões do colegiado aconteciam com frequência mensal, mas, a partir de 2006, passaram a ocorrer aproximadamente a cada 45 dias, totalizando oito reuniões ao ano.
O modelo adotado no Brasil é similar ao do Federal Reserve, o banco central norte-americano, que tem no FOMC (Federal Open Market Committee) a centralização das decisões de política monetária, trazendo mais transparência ao processo decisório.
De acordo com o Banco Central, os objetivos do Copom são "implementar a política monetária, definir a meta da taxa Selic e seu eventual viés, e analisar o Relatório de Inflação". Vale lembrar que a taxa de juro fixada na reunião do colegiado é a meta para a Selic, que vigora no período até a próxima reunião do comitê.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Exagerando nas compras? Veja dez dicas para evitar gastos por impulso

Por: www.infomoney.com.br

Já dizia a música: “dinheiro na mão é vendaval”... De autoria de Paulinho da Viola, a canção que já foi até tema de novela, nunca foi tão atual, especialmente em tempos em que o apelo para o consumo é extremamente eficaz, sobretudo para quem não resiste ao hábito de comprar.

Além disso, problemas no trabalho, um namoro ou casamento desgastado, a impossibilidade de realizar um grande sonho e até mesmo o fato de morar perto de shoppings ou ter amigos que compram muito podem ser motivos para ir às compras, que se torna uma válvula de escape, quando se está com problemas.

Diante disso tudo, o que fazer para abolir de vez o hábito de comprar por impulso?

O que fazer?
De acordo com a educadora e terapeuta financeira, Paula Schurt, com disciplina, paciência e boa vontade, é possível abandonar os maus hábitos e se tornar um comprador consciente. Para isso, ela dá algumas dicas:

1 - Vai sair? Leve apenas o suficiente. Ou seja, determine o quanto vai gastar e não saia de casa com uma quantia muito grande;

2 - Cheque e cartão de crédito? Deixe-os em casa, já que tais ferramentas estimulam o consumo e as compras por impulso;

3 - Planeje suas compras. Pense antes de comprar. Será que aquilo que você quer será realmente útil?

4 - Resista à tentação. Quando a vontade de adquirir algo surgir, não compre na hora. Vá dar uma volta, se o item não for necessário, provavelmente, você esquecerá o produto;

5 - Arrume a casa com frequência. Durante a arrumação, é possível encontrar coisas das quais mal se lembrava. Além disso, esta é uma forma de saber se há muitas coisas sem uso;

6 - Faça um orçamento. Anotar receitas e despesas ajuda a ter uma visão realista da vida financeira;

7 - Tenha sonhos. Desejar algo com muita vontade ajuda a economizar. Querer realizar o sonho da casa própria, do carro novo, da pós-graduação ou da viagem internacional evita os gastos desnecessários;

8 - Pesquise antes de comprar. Além de ajudar a adquirir produtos com melhor preço, ao pesquisar, você tem mais tempo para pensar se realmente aquilo é necessário.

9 - Peça ajuda. Se controlar os gastos está muito difícil, peça auxílio aos amigos e familiares e procure fazer outras atividades para se distrair.

10 - Se o problema não se resolver, que tal optar por uma terapia financeira? A reeducação é um bom caminho para se livrar de vez do impulso e tornar-se consciente na hora das compras.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ford, Volks e Fiat dão férias coletivas para reduzir estoque

Fonte: Tatiana Resende www.folha.com Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, mais de 80% dos 5.300 funcionários da Volkswagen na cidade paulista não vão trabalhar hoje, amanhã (6), quinta (8) e sexta-feira (9). Na quarta-feira (7), já não haveria expediente devido ao feriado da Independência. Os dias parados serão descontados do banco de horas. A montadora também vai paralisar a produção nesta semana na fábrica em São José dos Pinhais (PR), de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, e em dois dias, na quinta (8) e na sexta-feira (9), na unidade de São Bernardo do Campo (SP), segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A Volkswagen não confirma essas informações, dizendo apenas que "está fazendo uso de suas ferramentas de flexibilidade para ajustar o estoque". Na Ford, de acordo com a assessoria de imprensa, a parada na produção em Camaçari (BA) vai de 12 de setembro a 7 de outubro. Em Taubaté (SP), serão aproximadamente duas semanas para 1.300 dos 1.600 empregados da unidade. Os períodos serão diferentes de acordo com a área, englobando os trabalhadores no segmento de transmissão e motores RoCam (19 a 30 de setembro), fundição (26 de setembro a 14 de outubro) e motores Sigma (5 a 14 de outubro). Em São Bernardo do Campo (SP), também haverá escalonamento para as linhas de caminhões (8 a 16 de setembro), carros (5 a 9 de setembro) e estamaparia (12 de setembro a 7 de outubro). Na unidade da Fiat em Betim (MG), parte dos empregados --o número exato ainda não foi divulgado pela assessoria de imprensa-- não vai trabalhar hoje e amanhã (6), dias que antecedem o feriado, para regular os estoques e manutenção dos equipamentos. Já os 300 funcionários da GM em São José dos Campos (SP), que tiveram férias coletivas por duas semanas, voltaram ao trabalho hoje. No período, a empresa deixou de produzir 1.500 veículos. Na unidade de Gravataí (RS), a montadora suspendeu dois sábados de produção em agosto e um em setembro. O sábado de produção marcado para o próximo dia 24 está mantido. ESTOQUES Os dados de agosto com relação a nível de estoque nas concessionárias e na indústria só serão divulgados na próxima quinta-feira (8) na coletiva de imprensa da Anfavea (associação das montadoras). Os números de julho já apontavam o excesso de veículos nos pátios, chegando ao equivalente a 36 dias de vendas, o maior tempo desde junho do ano passado, quando atingiu o mesmo patamar. Em entrevista na sexta-feira passada (2), o presidente da Fenabrave (federação das concessionárias), Sergio Reze, disse que o nível de estoques nas lojas está chegando "ao limite". "Nossa grande preocupação é saber qual será o movimento de produção das montadoras. Está complicado", acrescentou. Para ele, propagandas levando o consumidor a acreditar que o desconto oferecido em determinado produto vai vigorar só naquela semana ou naquele feirão não surtem mais efeito porque há "liquidações diárias". NOVO RECORDE Apesar disso, as vendas de veículos novos, que englobam automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, bateram mais um recorde para meses de agosto (327,4 mil unidades) e no acumulado do ano (2,371 milhões), com acréscimo de 4,7% e de 8,0% sobre igual período em 2010. Considerando apenas os emplacamentos de automóveis e comerciais leves, a Fiat ocupa a liderança do mercado nos oito primeiros meses do ano, respondendo por 22,44% do total de licenciamentos, seguida de perto pela Volkswagen (20,66%). Na terceira colocação aparece a GM (18,39%), à frente da Ford (9,42%) e da Renault (5,12%).

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Economia do País cresce 0,8% no 2º trimestre, diz IBGE

. Por Alessandra Saraiva e Daniela Amorim | Agência Estado www.estadao.com.br O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou aumento de 0,8% no segundo trimestre deste ano ante o trimestre imediatamente anterior, segundo divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas consultados pela Agência Estado, que iam de uma expansão de 0,35% a uma alta de 1,10%, e ficou em cima da mediana projetada, de 0,80%. Na comparação com o segundo trimestre de 2010, o PIB apresentou alta de 3,1% no trimestre passado. As estimativas da Agência Estado para essa base de comparação variavam de expansão de 2,70% a 3,80%, com mediana de 3,20%. No acumulado do primeiro semestre de 2011, o PIB brasileiro cresceu 3,6% em relação ao primeiro semestre de 2010. Ainda segundo o IBGE, o PIB do segundo trimestre deste ano em valores correntes somou R$ 1,021 trilhão.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Brasil é o país que atrai mais montadoras

O Brasil é hoje o país que mais atrai as montadoras. Nove fábricas já estão em construção ou em projetos, mesmo número de unidades em obras na China. Esse novo ciclo de investimentos dos fabricantes de veículos vai despejar US$ 5 bilhões no País até 2014.

Entre os interessados em desembarcar no País há marcas de carros populares, como os chineses, até luxuosas como os da alemã BMW. As empresas que já definiram projetos vão adicionar capacidade produtiva extra de 820 mil veículos ao ano e, segundo anúncios feitos pelas companhias, cerca de 14 mil empregos diretos. Hoje, a capacidade total é de quase 5 milhões de veículos.

O Brasil é o quinto país com maior número de montadoras já instaladas. São 26 fábricas de 19 marcas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

A Effa, do uruguaio Eduardo Effa, a última a anunciar investimento, pretende construir duas fábricas, uma para a produção de carros da chinesa Lifan, com quem tem parceria, e outra com a própria marca Effa, que importará componentes da chinesa Hafei. Cada projeto terá investimento de US$ 100 milhões, valor modesto diante de outros já anunciados. A Effa negocia as instalações com os governos de Santa Catarina e Goiás.

As duas unidades estão previstas para 2013. 'Quando as importações se aproximam de 20 mil veículos ao ano, o melhor é ter fábrica local por causa da complexa logística de importação', justifica ele, que tem uma linha de montagem no Uruguai, que traz conjuntos da China.

As outras novas instalações anunciadas, algumas já em construção, são da Fiat (investimento de US$ 2,3 bilhões), Toyota (US$ 600 milhões), Hyundai (US$ 600 milhões), JAC (US$ 600 milhões), Chery (US$ 400 milhões), Suzuki (US$ 60 milhões) e Nissan, que ainda não divulgou valor.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 27 de agosto de 2011

Brasileiras buscam espaço no mercado de tablets

Por RENATO CRUZ E RODRIGO PETRY, estadao.com.br

Num momento em que grandes fabricantes internacionais desistem de competir com o iPad e retiram seus tablets do mercado, empresas brasileiras se preparam para lançar seus produtos. A Positivo Informática anunciou esta semana que planeja colocar o seu tablet no mercado em setembro. Essa é a mesma meta da Aoix, de Caçador (SC).

A Positivo e a Aoix estão entre as companhias que já tiveram seu Processo Produtivo Básico (PPB) publicado pelo governo. Com isso, elas podem se beneficiar da redução de impostos oferecida para os tablets fabricados localmente. As multinacionais Samsung e Motorola já têm fabricação local.

'O mercado ainda é muito pequeno', disse Ivair Rodrigues, diretor de Estudos de Mercado da IT Data. 'Vai crescer, porque os preços vão baixar, mas não será tudo isso que estão dizendo.' Ele acrescentou que hoje o público de maior renda é disputado pelo iPad, da Apple, e o Galaxy Tab, da Samsung, mas que os tablets que mais vendem são aparelhos de baixo custo, importados da China de forma nem sempre legal, disponíveis a cerca de R$ 300. 'Tem gente que até questiona se esses produtos podem mesmo ser chamados de tablets', disse Rodrigues.

Concorrência

A HP anunciou na semana passada a decisão de deixar de fabricar o seu tablet TouchPad. A Dell também desistiu do Streak 5. Nesse cenário, há espaço para produtos brasileiros? 'Tem mercado para tudo', disse Jovelci Gomes, presidente da Aiox. 'Alguns vão querer um iPad. Outros vão querer um tablet brasileiro, que gera empregos no Brasil, sai pela metade do preço e tem um ano de garantia.'

A Aoix usa a marca Braox. Com lançamento previsto para setembro, o primeiro modelo, segundo Gomes, virá com tela de sete polegadas, sistema operacional Android 2.3, 16 gigabytes de memória e conexão Wi-Fi, com preço final de cerca de R$ 750. Ele planeja lançar um segundo modelo 60 dias depois, com tela de 10 polegadas e conexão 3G, por cerca de R$ 900. Há mais de um ano a empresa vinha se preparando para lançar o tablet, segundo o presidente da Aoix. 'Sem o PPB (incentivo do governo), o produto seria, no mínimo, 40% mais caro', disse. 'O governo está de parabéns.'

Criada há três anos, a Aoix faz parte do Grupo Sul Brasil, que começou com injeção de plásticos, fabricando puxadores de móveis. Segundo Gomes, a empresa fabrica hoje de 7 mil a 8 mil microcomputadores por mês, mas ampliará sua capacidade para 50 mil unidades em 2012. A Aoix espera vender 60 mil tablets ainda este ano, chegando a 500 mil em 2012. A meta é ambiciosa. A consultoria IDC prevê que o mercado de tablets no Brasil este ano chegará a 400 mil unidades.

Natal

A Positivo contará com tablets de fabricação própria para a venda neste Natal. O presidente da companhia, Hélio Rotenberg, informou esta semana que em setembro ocorrerá o lançamento oficial. 'Vamos produzir um tablet que possa atender a todos os brasileiros', disse o executivo. Ele adiantou que o sistema operacional do tablet será o Android, mas não revelou em qual fábrica da Positivo será produzido, se em Curitiba (PR), Ilhéus (BA) ou Manaus (AM).

Segundo Rotenberg, a produção atenderá o mercado brasileiro, mas pode ser comercializada também na Argentina, onde a empresa já conta com uma fábrica local. 'O tablet não será um concorrente direto dos notebooks ou desktops, porque as pessoas ainda têm a necessidade de PCs, mas com certeza vai roubar vendas', disse Rotenberg. Na visão do executivo, a compra do primeiro computador pela classe C continuará incentivando a venda de PCs. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

GOL oficializa sua “plataforma de entretenimento de bordo”, oferecendo conteúdo via Wi-Fi para laptops e iGadgets

26/08/2011 por inewsbrazil
A partir de 1º de setembro (próxima quinta-feira), 35 aeronaves da frota da companhia passarão a oferecer o “GOL NO AR”, uma nova plataforma de entretenimento de bordo.
Trazendo para o Brasil algo pioneirizado nos Estados Unidos pela Virgin America, em 2009, a GOL inova por ter criado um portal personalizado para seus clientes, oferecendo acesso a notícias e artigos de jornais e revistas, programas de TV, esportes, jogos e canais de músicas para gostos diversos.
O acesso poderá ser realizado durante o voo e o conteúdo será atualizado automaticamente a cada pouso em nove aeroportos: São Paulo/Congonhas, São Paulo/Guarulhos, Rio de Janeiro/Santos Dumont, Rio de Janeiro/Tom Jobim-Galeão, Belo Horizonte/Confins, Salvador, Porto Alegre, Brasília, Belém e Fortaleza.

É isso mesmo: no caso da GOL, clientes não terão acesso a uma conexão Wi-Fi geral e aberta, e sim utilizarão essa comunicação sem fio para desfrutar de toda uma gama de conteúdos disponível “localmente” na aeronave. Desta forma, o serviço seráoferecido gratuitamente para todos.

Nesta primeira fase, o “GOL NO AR” poderá ser acessado via iPads, iPhones, iPods touch, notebooks e netbooks com Wi-Fi, e no futuro a companhia aérea já pretende expandi-lo para outros modelos de smartphones e tablets.

Equipes da GOL trabalharam 14 meses no desenvolvimento do portal, que será utilizado pelos clientes gratuitamente. A instalação dos equipamentos necessários na frota será gradual, sendo que o sistema já está implantado em 35 aeronaves. Neste primeiro momento, a companhia vai oferecer o produto em cerca de 250 voos diários, principalmente na Ponte Aérea entre Rio de Janeiro e São Paulo, o mercado mais movimentado do Brasil. A previsão é que haja expansão para cerca de 380 voos diários até o fim do ano.

Tributo sobre produto importado pode subir

O governo tem uma carta na manga para reforçar as defesas do mercado brasileiro contra a concorrência predatória dos importados. Caso a retração da economia mundial provoque um fluxo muito intenso de ingresso de mercadorias a preços baixos no País, o governo poderá começar a taxar os importados com um valor em dólares sobre cada unidade de mercadoria - e não um porcentual sobre o preço, como hoje.

A principal vantagem dessa mudança, chamada tributação específica ou ad rem, é que ela combate o subfaturamento. Duas remessas de uma mesma mercadoria que cheguem ao País, uma com preços compatíveis com o mercado e outra com preços exageradamente baixos para recolher menos impostos, pagarão a mesma tributação.

A adoção desse sistema chegou a ser discutida durante a elaboração do Plano Brasil Maior, lançado no início deste mês. O governo desistiu porque há dúvidas sobre a eficácia desse mecanismo no longo prazo. Além disso, o Brasil sempre utilizou a tributação em porcentual sobre preços, também chamada de ad valorem, e a defende nos foros internacionais.

A ideia do ad rem, porém, continua no cardápio de medidas que podem ser adotadas em caso de agravamento da crise. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem dito que o mercado interno, que se mantém dinâmico ao contrário do que ocorre nos EUA e Europa, deve ser usufruído pelas empresas brasileiras.

O fluxo de importados é crescente. "O Brasil importa US$ 214 em têxteis e confecções a cada segundo", disse o superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Valente Pimentel. "A cada minuto, é um emprego que se perde." A entidade do setor têxtil defende há muito tempo a tributação ad rem." A grande vantagem é que ele inibe o subfaturamento", explicou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Taxa de desemprego é a menor para julho desde 2002


Por DANIELA AMORIM, estadao.com.br

A taxa de desemprego de 6,0% em julho foi a menor para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), em março de 2002. A população desocupada ficou em 1,4 milhão de pessoas em julho, patamar estável em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com julho do ano passado, houve queda de 12,1% na população desocupada, ou seja, menos 200 mil pessoas à procura de trabalho. Já a população ocupada ficou em 22,5 milhões, variação não significativa frente a junho. No confronto com julho de 2010, houve aumento de 2,1% no número de ocupados, representando um adicional de 456 mil postos de trabalho.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado foi de 10,9 milhões, alta de 1,2% na comparação com junho. Na comparação com o mesmo período de 2010, houve aumento de 7,1%, um adicional de 726 mil postos de trabalho com carteira assinada.

Gasto de brasileiros em restaurantes dobra em 9 anos

Fonte:www.terra.com.br

O aquecimento no mercado de trabalho no Brasil vem gerando um impacto não apenas nas contas bancárias da população, mas também na mesa de refeições. Os brasileiros gastam hoje mais que o dobro do que gastavam há nove anos ao com alimentação fora de casa, de acordo com uma pesquisa inédita feita pela consultoria Data Popular. Se essa despesa somava R$ 59,1 bilhões em 2002, dados deste ano mostram que ela subiu para R$ 121,4 bilhões.

O levantamento indicou ainda que esse salto foi impulsionado pela chamada nova classe média, que engloba a classe C. Dos 65,3% do total de brasileiros que costumam comer fora de seus domicílios, 54,6% são da classe C, seguidos de 26% das classes D/E e 19,4% do setor A/B.

Vale-refeição x refeitórios
"Um dos motivos para esse crescimento é a nova configuração da sociedade urbana", afirma o sociólogo Fábio Mariano Borges, que é especialista em comportamento do consumidor e professor de Ciências do Consumo Aplicado da ESPM. "O aumento no índice de emprego não significa apenas um maior acesso financeiro, mas também uma mudança de estilo de vida que incluiu atividades fora de casa, seja o almoço na hora do trabalho ou o jantar fora por lazer. Você está melhorando de vida, por isso quer incluir hábitos que mostrem isso."

O crescimento desse costume aqueceu o setor de alimentação, gerando concorrência e melhorias em bares e restaurantes. E isso acaba fechando o ciclo, já que com preços menores e maior quantidade e qualidade na oferta, o número de clientes tende a aumentar. Estima-se que hoje haja cerca de 680 mil estabelecimentos como restaurantes e lanchonetes no país - que recebem 85,2 milhões de clientes por ano, enquanto que há nove anos esse número não passava de 240 mil empresas desse tipo.

Esse cenário também foi se desenvolvendo porque o recente boom econômico se dá principalmente em empreendimentos de serviço, como explica Renato Meirelles, sócio-diretor da Data Popular. "E nesse setor de serviços, onde geralmente há empresas menores, predomina a prática de dar vale-refeição aos funcionários e não de se fazer refeitórios como ocorria antigamente e ainda acontece, geralmente em indústrias", afirma Meirelles.

Praça de alimentação
O cartão de vale-refeição faz parte do dia a dia do gerente operacional Landerson Leandro da Silva, de 33 anos, que almoça todos os dias no Shopping Paulista, ao lado do escritório de cobrança onde trabalha. "Venho aqui quase todos os dias e gosto porque a gente sai um pouco do ambiente da empresa, dá uma volta do shopping, uma espairecida."

Silva conta que o ticket alimentação que recebe é suficiente para pagar seu almoço. "Se não dá, é porque peguei mais comida do que deveria", conta ele, acrescentando que costuma almoçar em restaurantes por quilo do shopping. Para Borges, da ESPM, a praça de alimentação representa justamente um outro motivo para o crescimento das refeições fora de casa: a sociabilidade. "É ali que a gente vê a alimentação entrando como lazer", diz Borges.

Pela pesquisa do Data Popular, que foi realizada no segundo trimestre deste ano nos 26 estados, "lazer" foi a resposta mais dada pelos entrevistados de todas as classes sociais quando questionados por que vão jantar fora de casa. Nas classes A e B esse percentual chega a 56,4% dos ouvidos, seguidos por 46% da classe C e 42,9% das classes D e E. "Na esteira do maior nível de emprego, agora há a possibilidade de se passear no shopping, não comprar nada nas lojas, mas comer algo na praça de alimentação antes de voltar pra casa", afirma Borges.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

TIM ultrapassa Claro e assume 2º lugar em celulares

Por AE, estadao.com.br, Atualizado: 24/8/2011 8:04

A TIM ultrapassou a Claro no mês passado, para tornar-se a segunda maior operadora de telefonia celular do País. A participação da empresa chegou a 25,78%, comparada a 25,51% da concorrente. A diferença entre as duas companhias ficou em 609 mil clientes, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A Vivo manteve-se em primeiro lugar, com 29,58%, e a Oi, em quarto, com 18,85%.

A Claro divulgou um comunicado, comentando a perda da vice-liderança: ?A Claro continuará competitiva e agressiva nas suas promoções e acha muito importante a posição no market share. No entanto, acima disso entende que a tarefa prioritária é manter a qualidade de rede e de seus serviços. São os dois fundamentos que garantem um crescimento sustentável?.

Com a mudança no ranking, a TIM retoma a posição que manteve até setembro de 2008, quando perdeu o segundo lugar para a concorrente Claro. ?Em receita, estamos em segundo lugar há muito tempo?, disse Lorenzo Lindner, diretor comercial da TIM Brasil.

O crescimento é resultado da agressividade de planos como Liberty e Infinity, que também fizeram com que a empresa se tornasse a primeira em longa distância, com uma participação de cerca de 40%. ?Mudamos o conceito de comunidade, permitindo que nossos clientes pudessem ligar para todo o Brasil?, disse Lindner. Os planos da empresa igualaram os preços da longa distância nacional às chamadas locais.

Estratégia

Esse movimento fez com que a base de clientes da operadora falasse mais. O total médio de minutos por mês dos clientes da TIM passou de 73 para 125 em dois anos, segundo o diretor da companhia. ?Levando-se em conta o aumento da base, nosso tráfego mais do que dobrou no período?, destacou Lindner.

Para o executivo, o crescimento da empresa reflete a migração do cliente de telefonia fixa para a telefonia móvel. ?As outras três grandes operadoras (Telefônica, Claro e Oi) não têm motivos para estimular a migração, já que são integradas?, disse Lindner. ?Nós não temos nada a perder.?

Qualidade

A resposta da Claro trouxe implícita uma crítica à qualidade dos serviços da TIM. Com o crescimento acelerado, viu as reclamações dispararem. No segundo trimestre, a central de atendimento da Anatel recebeu 0,429 reclamação por mil assinantes contra a TIM. A empresa foi a mais reclamada na agência. A Oi, que ficou em segundo lugar, teve 0,359 reclamação, e a Claro, a terceira, 0,314. O diretor da TIM, no entanto, afirmou que a empresa tem investido em qualidade.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Diante da crise, Mantega admite crescimento de 4% este ano

Por: Laryssa Borges
Diante da crise mundial, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu nesta terça-feira crescimento de 4% para o ano de 2011. A posição oficial do governo era a de, mesmo com as turbulências internacionais, manter a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 4,5% para este ano e em 5% para 2012.

"PIB de 4% não é um PIB mau para um ano de transição. É suficiente para gerar arrecadação, bancar os custos e fazer o superávit primário. Se as condições externas piorarem mais ao longo deste segundo semestre, o PIB pode crescer menos, mas não ficará abaixo de 4%. Conseguiremos ficar em torno deste patamar", disse Mantega ao participar de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
O ministro explicou que, caso as turbulências internacionais coloquem em risco o crescimento da economia brasileira, o governo tomará medidas para evitar uma queda forte na geração de riquezas do País.
"Se houver uma deterioração da situação internacional, tomaremos medidas para impedir que nosso PIB caia. Temos muitas armas monetárias, o compulsório elevado, a taxa de juros elevada, que podem ser usados para uma eventual queda e para recuperar a economia. Tomaremos as medidas necessárias para garantir que a economia continue crescendo", afirmou.
Durante a audiência no Senado, ele voltou a defender o combate à inflação e afirmou também esperar que o governo chinês consiga manter-se estável durante a crise e não derrubar o preço das commodities em nível mundial. "Se a China balançar, vai balançar muita gente. Esperamos que não balance. Se balançar, o preço das commodities pode cair. Vamos torcer que eles acomodem seu nível de problemas sem nos prejudicar", explicou ele.
Aos senadores, Mantega disse também que a redução da taxa básica de juros é "prioridade" para o governo. Ele fez um apelo para que não sejam aprovadas medidas que representem aumento de gastos, como a criação de um piso salarial nacional para bombeiros e policiais.
"Criar as condições para baixar a Selic me parece prioritário nesse momento. Mas não se pode baixar a taxa de juros de forma voluntarista. Temos de olhar para a inflação, garantir que ela esteja sob controle e, aí sim, trabalhar sobre os juros. Agora temos espaço porque o governo está determinado a fazer política fiscal que abre essa condição", disse.
"Estamos sempre vigiando a inflação. Tem que ser uma preocupação permanente de todos nós, e estamos olhando. Daqui para a frente diria que ela está em um caminho mais benigno", afirmou Mantega, que defendeu ainda a ampliação da taxa de investimento no Brasil para um patamar de até 24% do PIB.
"Temos que continuar estimulando o investimento, que tem que ultrapassar os 20% do PIB. Está um pouco aquém. Vamos chegar a 23%, 24%", declarou. Ele admitiu, no entanto, que há uma rotineira pressão por aumento de benefícios sociais, como programas de transferência de renda, mas disse que essas medidas destinadas à população carente também "são considerados essenciais e prioritárias".

Mercados da Europa operam em alta nesta terça-feira

Em Londres, Paris e Frankfurt, valorização supera 1%
Na Europa, as principais bolsas abriram o pregão desta terça-feira em alta. Às 8h55min (horário de Brasília), o índice FSTE 100 da bolsa de Londres registrava uma valorização de 1,17%, aos 5.154,75 pontos. Já a bolsa de Paris tinha uma alta de 1,69%, aos 3.102,82 pontos.

Na Alemanha, a bolsa de Frankfurt obtinha uma valorização de 1,49%, com 5.555,28 pontos. Em Madri, o índice IBEX 35 registrava uma valorização de 0,88%, com 8.366,80 pontos. Em Milão, a bolsa subiu 0,41%, aos 14.922,68 pontos.


Fonte: ZH DINHEIRO

'FT': com melhores salários do mundo, Brasil repatria executivos

Um crescente número de executivos brasileiros que vivia no exterior havia muito tempo está retornando ao País para preencher vagas abertas pela escassez de talentos locais em nível gerencial, afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário econômico britânico Financial Times.

"Eles estão ajudando a maior economia da América Latina a lidar com a falta de talentos gerenciais conforme ela se torna cada vez mais entrelaçada com a economia global, particularmente após a China tomar o lugar dos Estados Unidos como o seu maior parceiro comercial, em 2009", afirma o jornal.

Segundo a reportagem, a cultura particular brasileira, a pouca proporção de pessoas que falam inglês e as particularidades da política e da burocracia do Brasil tornam mais difícil contratar estrangeiros para trabalhar no País. Além disso, segundo o jornal, a crise financeira global que atinge com mais força os países desenvolvidos está levando cada vez mais brasileiros expatriados a pensar em voltar.

Salários em alta
O diário cita os setores bancário e de engenharia como os mais populares para os expatriados e diz que a escassez de mão de obra no setor se vê refletida em salários em alta.

Segundo um estudo recente feito pela consultoria Dasein Executive Search, citado pelo jornal, os altos executivos de São Paulo são atualmente os mais bem pagos do mundo. "Essa tendência vem sendo acentuada pelo fortalecimento do real diante do dólar, mas tem sido principalmente induzida pela demanda por talentos", diz a reportagem.

O texto cita dois executivos que retornaram recentemente ao país após 24 e 31 anos no exterior, respectivamente. Para o Financial Times, o recente crescimento da importância do Brasil no cenário internacional era praticamente inimaginável quando eles deixaram o País. "Há 30 anos, o Brasil era governado por uma ditadura militar que governava uma economia propensa a crises. O milagre econômico chinês ainda era algo do futuro e a China somente emergiria como um grande motor para o setor de exportações de commodities brasileiro em meados dos anos 2000", observa o texto.

"A ascensão da chamada classe C brasileira - a baixa classe média estimulada pelas reformas de bem estar social e por aumentos no salário mínimo na última década - também estava anos adiante", diz a reportagem.

Fonte: BBC BRASIL ; www.terra.com.br

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Bolsas sobem após quedas recentes; petróleo cai por Líbia


Os preços do petróleo tipo Brent caíam e as bolsas de valores mundiais subiam nesta segunda-feira, em meio a esperanças de que o conflito na Líbia esteja perto do fim e com ganhos de ações de energia após as fortes quedas da semana passada. As bolsas em Nova York tiveram uma forte abertura, lideradas pela Exxon Mobil Corp, que ganhava 2%.

Muitos investidores, no entanto, davam preferência à compra de ativos de menor risco, como o ouro, que mais cedo renovou o recorde de alta, perto de US$ 1,9 mil a onça. Persistentes temores de que a crise de dívida de países periféricos da zona do euro possa se espalhar para outras economias encorajavam o movimento, fazendo o metal renovar o recorde de alta.

O custo para os bancos da zona do euro emprestarem dinheiro entre si voltava a subir, conforme as instituições americanas mostravam relutância em fazer empréstimos para a Europa. O preço do petróleo tipo Brent caía 1,3%. A possibilidade de retomada dos fluxos de petróleo da Líbia para o mercado se o regime do governo Gaddafi cair impactava a commodity.

Em Nova York, o índice Dow Jones subia 1,3%, enquanto o Standard & Poor's 500 ganhava 1,4%, e o Nasdaq avançava 1,6%. Logo após a abertura, os índices chegaram a subir cerca de 2% logo após a abertura. O índice europeu de bolsas de valores tinha alta de 1,4%.

O índice MSCI de ações globais ganhava 0,7%, mas ainda acumula cinco semanas de perdas, podendo caminhar para a pior performance mensal desde outubro de 2008. O euro subia 0,2% ante o dólar. Ante uma cesta de moedas, a moeda americana tinha variação negativa de 0,06%.


Fonte:www.terra.com.br por Reuters News

Governo vai trazer sintonia a política monetária e fiscal, diz Mantega a jornal


Por InfoMoney,

SÃO PAULO – Reduzindo os gastos públicos e o ciclo de alta na taxa básica de juros, o governo quer evitar um conflito entre a política fiscal e a monetária. A declaração é de Guido Mantega, ministro da Fazenda, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Segundo Mantega, o objetivo é apertar o cinto do Tesouro e, primeiramente, cumprir o superávit primário – usado como economia para os juros da dívida pública – em sua totalidade até o fim do governo de Dilma Rousseff. A Lei de Diretrizes Orçamentárias permite que gastos com investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) sejam deduzidos do montante final.

Conflitos

Na entrevista, o ministro também afirmou que algumas vezes “o fiscal conflitava com o monetário”. Enquanto o Banco Central elevava a Selic para conter o crescimento da demanda, os gastos públicos aumentavam e causavam um aquecimento da economia. “Mudamos o mix de forma permanente”, avisa.

Com os dois lados da política econômica deixando de bater cabeça, Mantega acredita que os juros poderão chegar a patamares menores nos próximos anos. Uma redução dos gastos faria com que o Copom (Comitê de Política Monetária) trouxesse a taxa parava baixo, quando “achar que as condições são adequadas”.

Cenário adverso

Em relação ao fantasma da crise, que hoje ronda as economias desenvolvidas, o governo teria condições de se proteger, caso a recessão realmente atinja os Estados Unidos e a Europa. O método, porém, seria diferente daquele adotado em 2008, quando um aumento nas despesas resgatou o crescimento no País, trazendo o que o ex-presidente Lula chamou de “marolinha”, em relação ao que houve nos países mais ricos.

De acordo com o jornal, Mantega diz que a preferência será pelo corte nos juros para estimular a demanda. Porém, mesmo no caso de o “segundo mergulho” na crise ser pior do que o previsto, o governo tem “bala na agulha”, segundo ele. “Não deixaremos a peteca cair”, diz.

sábado, 20 de agosto de 2011

Acesso da nova classe média à web cresce desigual no Brasil

A média de consumidores da classe média que moravam em domicílios com acesso a computador e internet em 2009 foi de 30%, ante apenas 7% em 2000, segundo dados de um estudo da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República sobre o perfil da classe C. Apesar do crescimento, a expansão foi desigual: naquele ano, o Sudeste tinha 8% conectados em casa, e o Norte, 4%, enquanto que em 2009 essa distância aumentou para 17 pontos percentuais (35% no Sudeste, e 18% no Norte).
A classe média da região Sudeste foi a que teve maior parcela de pessoas morando em domicílios com acesso a computador e internet em 2009, seguida da região Sul (32%), Centro-Oeste (27%), Nordeste (21%) e Norte (18%).
Segundo o gerente do Centro de Estudos sobre as Tecnologias de Informação e da Comunicação (Cetic.br), Alexandre Barbosa, embora o número de usuários tenha aumentado durante os últimos anos no País, boa parte dos novos internautas ainda utiliza a internet em lan houses e lugares públicos.
Esses usuários vêm principalmente das classes de renda mais baixas, de acordo com pesquisa do Cetic, ao passo que as classes de alta renda já tinham o acesso em casa, o que indica uma participação desigual também entre as classes: 90% dos domicílios da classe A tinham acesso em casa, 24% na classe C e 3% nas classes D e E, no ano de 2010.
A expansão desigual entre os Estados, segundo Barbosa, acompanha a desigualdade socioeconômica do País, e mesmo o volume de domicílios brasileiros com acesso a internet - de 27%, de acordo com o Cetic - ainda é menor que o observado na Argentina, no Chile e no Uruguai, segundo dados citados por Barbosa.

Fonte:Terra www.terra.com.br

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

'Economist' diz que Dilma Rousseff tenta secar o pântano de Brasília

Por O Globo | Agência O Globo –
RIO - Os recentes escândalos de corrupção nos ministérios, com o afastamento de ministros e de outros funcionários do alto escalão em Brasília, são destaque na edição desta semana da revista britânica "The Economist", que analisa as consequências que a reação da presidente Dilma Rousseff às denúncias pode causar ao seu governo. Segundo o artigo, "Dilma chegou ao Palácio com a reputação de uma gerente 'no-nonsense', mas que nunca havia ocupado o cargo anteriormente. Quase oito meses depois do início de seu mandato, Dilma Rousseff se viu sugada para dentro do pântano político que é Brasília".

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Senado dá isenção de IR a aposentado

Depois de começar a semana com uma má notícia — a presidente Dilma Rousseff vetou na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) a previsão de aumento real em 2011 para as aposentadorias e pensões de valor superior ao Salário Mínimo —, os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) puderam comemorar, ontem, a aprovação, pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado, de uma proposta que isenta aposentados e pensionistas com mais de 60 anos do pagamento do Imposto de Renda.

O projeto, da senadora Ana Amélia (PP/RS), ainda precisa passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Como a tramitação tem caráter terminativo, se for aprovado pela CAE, ele não precisará ser votada no plenário do Senado, seguindo direto para análise na Câmara.

A proposta, na verdade, amplia o tratamento tributário diferenciado que já existe para os segurados com mais de 65 anos. Segundo a senadora, essa é uma forma de compensar o achatamento dos benefícios. "Como o reajuste anual do Salário Mínimo tem sido sistematicamente maior que o dos demais benefícios da Previdência Social, o valor das aposentadorias e pensões vem sendo achatado ano a ano", disse a senadora. Segundo Ana Amélia, 69% dos desembolsos do INSS já estão nivelados pelo piso.

Licença às gestantes
O Senado aprovou ontem projeto que determina o pagamento de salário-maternidade além de 120 dias às mães de bebês prematuros extremos. O benefício deve ser pago durante o período necessário ao acompanhamento hospitalar do recém-nascido, sem prejuízo do período da licença à gestante.

DISCUSSÃO ADIADA
A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara adiou, mais uma vez, a discussão sobre o projeto de lei que institui o regime de previdência complementar dos servidores públicos federais, que está na casa desde 2007.

Foi uma vitória parcial dos servidores e dos deputados contrários à proposta. O presidente da Comissão e relator do projeto, deputado Sílvio Costa (PTB-PE), fez as contas e chegou à conclusão de que haveria um empate: 13 deputados votariam a favor da proposta do governo e 13 contra. O jeito foi aceitar o acordo sugerido pelo vice-líder do governo, deputado Alex Canziani (PTB-PR), e deixar o debate para a próxima semana. Até lá, Costa espera que o governo consiga reverter alguns votos, inclusive da base aliada, que está dividida.
Fonte: Correio Braziliense

Brasil atinge nesta quinta a marca de R$ 900 bilhões de tributos pagos

Por InfoMoney,

SÃO PAULO – Os brasileiros atingem nesta quinta (17), às 14h15h, a marca de R$ 900 bilhões de tributos federais, estaduais e municipais pagos só neste ano, revelam dados do Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). Em comparação com 2010, o valor chega com 34 dias de antecedência.

Com o total arrecadado até quinta, é possível pagar mais de 1,6 bilhão de salários mínimos, comprar 4,3 bilhões de cestas básicas, que poderiam ser fornecidas a toda população brasileira por mais de 23 meses, ou fornecer medicamentos para todos os brasileiros por 401 meses.

Outras aquisições

O dinheiro ainda permite comprar 36 milhões de carros populares, mais de 360 milhões de TVs de plasma e 900 milhões de geladeiras simples.

Ainda seria possível construir mais de 43 milhões de casas populares de 40 metros quadrados, mais de 75 milhões de salas de aula equipadas, mais de 3,5 milhões de postos de saúde equipados ou construir mais de 19 milhões de postos policiais.

Além disso, poderiam ser construídos mais de 11 milhões de quilômetros de redes de esgotos, e ainda seria possível fornecer mais de 12 bilhões de Bolsas Família, considerando o benefício no valor de R$ 70, e plantar 225 bilhões de árvores.

Impostômetro

O painel do Impostômetro foi inaugurado em 20 de abril de 2005 e está instalado no prédio da sede da ACSP. Também pela internet (www.impostometro.com.br), qualquer cidadão pode acompanhar o total de impostos pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal, de acordo com os estados e municípios.

O sistema informa ainda o total de impostos pagos desde janeiro do ano 2000 e faz estimativas de quanto será pago até dezembro deste ano.

Empresa "empresta" endereço para brasileiro comprar nos EUA


Autor: Fábio Bonillo
Direto de São Paulo
O site PuntoMio oferece um serviço de facilitação de compras de produtos pela internet em lojas internacionais que não fazem entregas para o Brasil ou que não aceitam cartão de crédito internacional. De acordo com a empresa, o comprador fornece para a loja um endereço próprio da sede da PuntoMio, localizado em Miami, que recebe o pacote e depois o envia ao endereço do comprador no Brasil.

Se o site da loja em que você deseja efetuar a compra só aceita cartões de crédito internacionais, pode ser contratado um "Personal Shopper" da PuntoMio, que irá fazer a compra com um cartão americano.

Segundo a empresa, são enviados todo mês, em média, 1,5 mil pacotes a clientes brasileiros, que prevê um crescimento de 200% em receita no País até o fim deste ano. A PuntoMio também atua em outros países da América Latina.

Para a compra de um DVD de US$ 20, para ser entregue em São Paulo, por exemplo, a empresa cobra do cliente R$ 53,95, referentes a R$ 17 de custo de envio, R$ 35,19 de impostos, R$ 1,76 de taxa de manuseio - mais o preço do produto, convertido em reais (R$ 32,35), totalizando R$ 86,30. O serviço de "Personal Shopper" cobra uma taxa de 10% do valor do produto.

O endereço da PuntoMio integra uma zona livre de impostos sobre vendas cobradas pelas lojas online dentro do território americano, o que representa uma economia de 7% na compra, de acordo com a empresa.

O que diz a lei
Segundo Poliana Castro Silva, advogada da associação de defesa do consumidor Proteste, não há nenhum impedimento no processo de intermediação de entrega, até porque a empresa assume o papel de uma importadora. Por isso, ela é quem deve ser responsabilizada caso ocorra alguma irregularidade.

"A legislação brasileira não abrange as compras feitas em lojas do exterior, mas como a empresa importa o produto no lugar do comprador, o consumidor pode discutir judicialmente se houver problemas", afirma.

Fonte:www.terra.com.br

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Gerente de banco: lobo em pele de cordeiro.

Publicado por Jônatas Silva em 16.agosto.2011
Semana passada fui até um grande banco com o objetivo de ajudar um senhor aposentado de 65 anos de idade, amigo meu, realizar um investimento mais rentável. Ele tem uma aposentadoria suficiente para prover seus gastos mensais, tem casa própria e uma casinha no mesmo terreno de sua casa. Esta casinha ele aluga, o que lhe gera uma renda mensal da qual ele não precisa para viver. Sendo assim, ele investe mensalmente o dinheiro na famigerada caderneta de poupança.

Ele me procurou pedindo ajuda, já tínhamos conversado algumas vezes e ele falou da dificuldade de negociar com o gerente do banco: “Eles sempre enrolam a gente que não entende de dinheiro”. Foi a frase que ele usou em nossa conversa.

Combinado a data fui de guarda-costas e levei minha HP12C para me ajudar nos cálculos. Fomos atendidos e fiquei apenas observando o diálogo do aposentado com a gerente que lhe atendeu:

- Tenho pouco mais de 12 mil reais na poupança e gostaria de investir este dinheiro.

- Quando o Sr. precisará do dinheiro?

- Não pretendo usá-lo. Não tenho dívidas, sou aposentado e vivo bem com o dinheiro da minha aposentadoria. Mas quero poder tirar o dinheiro a qualquer hora, afinal pode acontecer uma emergência. Também pretendo continuar depositando 350,00 mensais.

- Ótimo. O melhor investimento para o Sr. é em Previdência Privada.

- Nem pensar. Já fizeram eu assinar um treco destes anos atrás e só perdi quando quis sacar o dinheiro. Fora que não rendia nada.

- Temos outro investimento muito bom. Nele o Sr. pode ser sorteado todo mês.

(aí eu intervi)

- Título de capitalização?

- Isto mesmo, você conhece? Não é bom?

- Conheço sim, é um lixo. Para contar com a sorte é mais fácil comprar um bilhete da mega sena você não acha?

- Na verdade gostaríamos de investir num CDB com liquidez diária e remuneração atrelada ao CDI. O ideal seria 100% dele.

- Oferecer previdência privada para um senhor aposentado, sem filhos, com renda e casa própria é sacanagem não é!?

- Previdência é um excelente investimento. Você conhece o funcionamento?

- Conheço sim. Considero ruim para alguém jovem e péssimo para alguém de 65 anos. Só vejo vantagens para o banco.

- Você trabalha com investimentos?

- Não. Mas me interesso pelo assunto e tenho algum conhecimento.

- Mas voltando ao investimento. Desejamos realmente o CDB com liquidez diária. Óh, veja bem, queremos liquidez diária.

- Só um momento.

Alguns minutos depois ela volta.

- Consigo um CDB com rendimento mensal de 0,8% e liquidez diária.

- Esse valor já livre de impostos?

- Sim, 08% mensal livres.

- Ótimo, é este produto que desejamos.

Impressões e assinaturas, mas alguns minutos, e tudo resolvido.

Conclusão

Os gerentes de bancos são verdadeiros lobos em peles de cordeiro. São vendedores treinados capazes de convencer qualquer cliente menos experiente que título de capitalização é bom negócio e que previdência privada para um aposentado é “o” investimento. Eles nunca oferecem o melhor produto para o cliente, sempre ofertam o que é melhor para eles, o que vai lhes render maiores vantagens.

Outro ponto que destaco é que são sempre vendedores gerentes jovens, bonitos e bem vestidos. Um sorriso atraente e conversa mole leva muitos no papo.

A dica é sempre pesquisar muito antes de ir ao banco negociar. Nunca aceite as primeiras ofertas de produtos, elas sempre serão o melhor para o banco e não para você. Contrate um consultor financeiro, é preferível gastar com assessoria e fazer um bom investimento do que não ter este gasto e fazer um mau negócio.

Boa semana!

Leia original no site do autor: http://financaspessoais.blog.br/financas-pessoais/artigos/jonatas-silva/2011/08/16/gerente-de-banco-lobo-em-pele-de-cordeiro./

Bolsas europeias sobem com dados de balanços corporativos


PPor Reuters, reuters.com,

LONDRES (Reuters) - O principal índice das ações europeias fechou no maior nível em mais de uma semana nesta quarta-feira, com investidores se voltando para a safra de balanços corporativos e para o preço barato dos papéis.

O FTSEurofirst 300, que mede a oscilação dos mais importantes papéis europeus, subiu 0,31 por cento, aos 972 pontos, maior nível desde 5 de agosto.

A alta marcou uma reversão das perdas vitas no início do dia, após a decepção com o encontro entre os líderes de Alemanha e França, ocorrida na véspera. Na mínima desta sessão, o indicador chegou a recuar a 955 pontos.

A valorização dos mercados acionários em Wall Street, após a Target reportar um lucro trimestral maior que o esperado e a Staples aumentar sua perspectiva, ajudou a melhorar a confiança, levando investidores a se voltarem para ações recentemente golpeadas.

'A volatilidade continua sendo o tema fundamental dos mercados no momento. Mas ainda há muitos motivos para sermos positivos, por conta dos níveis que os preços atingiram e dos balanços corporativos muito saudáveis e também pelo fato de as companhias estarem inundadas de dinheiro', disse o estrategista de ações do Barclays Wealth Henk Potts.

'Os preços estão em um dígito em muitos mercados desenvolvidos e isso cria uma oportunidade boa e longo prazo.'

As fabricantes de remédios figuraram entre as de melhor desempenho do dia, após as fortes quedas das últimas duas semanas. O índice que acompanha o setor, que acumula queda de mais de 7 por cento neste mês, avançou 1,07 por cento.

Os papéis da Sanofi ganharam 3 por cento, após o Deutsche Bank colocar a fabricante francesa de remédios entre as 25 'nomes de qualidade' na Europa, ou seja, que oferecem bons preços a investidores após a recente queda.

Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em queda de 0,49 por cento, a 5.331 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,77 por cento, para 5.948 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,73 por cento, a 3.254 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,27 por cento, para 15.950 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 avançou 0,62 por cento, a 8.728 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 encerrou em alta de 0,84 por cento, para 6.289 pontos.

GOVERNO DECIDE ACABAR COM O FATOR PREVIDENCIÁRIO

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, pretende concluir até o fim de setembro uma proposta de substituição do fator previdenciário — mecanismo criado pelo governo Fernando Henrique, em 1999, cujo objetivo era incentivar o trabalhador a adiar a aposentadoria. Três alternativas estão em discussão: estabelecer uma idade mínima para a aposentadoria, elevar o prazo mínimo de contribuição e uma fórmula que contemple essas duas variáveis. O governo desistiu, no entanto, da fórmula 85/95, sob o argumento de que ela não fecha a conta (85 é a soma da idade com o tempo de contribuição para mulheres e 95 é a soma aplicada aos homens). A discussão caminha para a fórmula 95/105.

Fonte: www.valoronline.com.br

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Bovespa cai 0,6%, com cena externa, após subir 12% em 5 sessões

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Mais sinais de fraqueza econômica na zona do euro interromperam a reação positiva dos mercados, fazendo a Bovespa retroceder após cinco altas consecutivas.

Depois de ter chegado a cair mais de 2 por cento no começo do dia, o Ibovespa ainda recuperou-se parcialmente até fechar em baixa de 0,6 por cento, aos 54.323 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 5,9 bilhões de reais.

"Hoje saiu um monte de indicadores econômicos, mas o mercado só teve olhos para os da Europa, que foram ruins", disse o operador da mesa institucional da corretora Renascença Luiz Roberto Monteiro.

O profissional referiu-se à notícia de que o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha subiu 0,1 por cento no segundo trimestre, abaixo do previsto. O fraco desempenho da principal economia europeia limitou a expansão da zona do euro no período a apenas 0,2 por cento.

Além disso, o encontro de líderes da França e da Alemanha para tratar da crise de dívidas soberanas da zona do euro terminou sem um anúncio importante, causando certa frustração.

Foi a senha para investidores embolsarem lucros com ações, que tiveram uma aguda recuperação após terem atingido as mínimas desde a crise de 2008 na semana passada.

Assim, outros dados positivos, como o crescimento de 0,9 por cento da produção industrial dos Estados Unidos em julho, acima do esperado, serviu apenas para amortecer a intensidade das vendas nas bolsas.

Na bolsa paulista, o Ibovespa refletiu a queda nos preços das commodities --atingindo os papéis de siderúrgicas e das gigantes Petrobras e Vale. Assim, o principal indicador da bolsa ruiu após um salto de 12,2 por cento nas últimas cinco sessões.

O papel preferencial da petroleira caiu 1,10 por cento, a 20,76 reais, enquanto o da mineradora cedeu 0,25 por cento, a 39,75 reais.

Dentre as fabricantes de aço, o papel ON da Usiminas foi a pior do índice, tombando 8,76 por cento, a 22,81 reais, devolvendo parte dos fortes ganhos recentes.

Na ponta de cima figuraram empresas elétricas e algumas varejistas. Em destaque, Natura avançou 4,52 por cento, a 37,00 reais, seguida pela vice-líder Eletropaulo, com ganho de 3,27 por cento a 29,69 reais.

Fonte: Reuters

CRISE: FAMILIA VOLTA A SER POBRE APÓS GANHAR 12 MILHÕES

A crise marcou a vida do espanhol A.N.P., dividindo-a em dois períodos distintos. Ele chegou a ganhar milhões de euros e hoje, desempregado, é obrigado a pedir ajuda para não passar fome. Um ano antes da crise ele tinha duas casas, três carros e salários anuais equivalentes a R$ 150 mil. Um ano depois, dívidas, bens confiscados e necessidades básicas desatendidas. "É difícil de acreditar", desabafa.

A.N.P., 54 anos (ele pediu para não ter o nome ou o rosto divulgado) é um retrato fiel da crise que atinge trabalhadores que até pouco tempo atrás tinham bons níveis de vida e perderam tudo. Mestre de obra em mais de 30 anos na construção civil, chegou a ganhar mais de R$ 12 milhões em oito anos no período do boom do setor.

Os salários que superavam os R$ 13 mil mensais lhe animaram a comprar duas casas, três carros e a consentir que o filho deixasse os estudos antes de concluir o segundo grau. Como operário, o rapaz ganhava mais do que um universitário.

Mas a realidade mudou. A construtora em que pai e filho trabalhavam faliu. A empresa, que também financiava a compra de imóveis para os empregados, deixou de pagar bancos, fornecedores e trabalhadores.

Resultado: bens confiscados, dívidas acumuladas e toda a família desempregada há um ano. Desde fevereiro, a solução tem sido o restaurante comunitário da organização de caridade católica São Vicente de Paula no centro de Madri.

Poço
"Veja bem o que há aqui! Não estamos falando de indigentes. São trabalhadores: asseados, arrumados, educados... Caíram num poço sem saber como. É uma situação impressionante", explicou à BBC Brasil a freira Maria Mercedes Morilla, coordenadora do restaurante S. Vicente.

A.N.P. ouviu a descrição e se emocionou. Confessou que no princípio sentia "imensa vergonha" de pedir ajuda. Mas passou a contar com o apoio também psicológico das freiras da congregação Filhas da Caridade.

"Aprendi a ser agradecido e a ver este auxílio como uma salvação para esta etapa duríssima", afirmou. "Porque o pior não é ter caído neste poço. O pior é não ver saída na minha idade, ter deixado meu filho se endividar, largar os estudos... Se não fosse por isso aqui (mostra a sacola com alimentos dada pelas religiosas), minha família não teria o que comer", diz.

A.N.P. tem como única renda a subvenção pública de R$ 950 para desempregados a longo prazo. Quase tudo vai para o banco para saldar as dívidas dos imóveis que ele já perdeu, mas ainda tem que pagar.
Como ele, milhares de espanhóis fazem fila todos os dias nos centros de ajuda social com restaurantes para necessitados. O de S. Vicente fornecia 350 refeições diárias em 2009 e agora fornece 700 desde janeiro de 2011.
Na Cruz Vermelha, o panorama é o mesmo. São 2,5 mil atendimentos diários nas sedes principais do centro de Madri para pessoas em busca de alimentos, dinheiro para pagar o aluguel e contas de abastecimento (luz, água e gás) e assessoria jurídica.

Segundo a ONG, no primeiro trimestre de 2011 quatro de cada dez pedintes de ajuda eram novos pobres, pessoas que nunca haviam demandado auxilio social.

FONTE: bbcbrasil.com







DICAS PARA FAZER COMPRAS NO SUPERMERCADO

◦Faça uma lista completa dos itens que precisa. Isso evita que você esqueça alguma coisa e depois tenha que recorrer à padaria ou mercearia, que geralmente cobram mais. Mantenha-se estritamente dentro dessa relação, sem ceder às tentações. Essa lista também é conhecida como lista de rancho.
◦Vá pessoalmente ao supermercado: ninguém melhor do que você para verificar a aparência e os preços dos produtos, levando em conta o gosto e a necessidade de sua família.
◦As pesquisas revelam que as donas de casa compram muito mais quando estão com fome. O apelo das embalagens as induz para levar o dobro. Portanto, saia de casa bem alimentada.
◦Visite dois ou três estabelecimentos e escolha aquele que oferece melhores condições. É claro que para supermercados distantes de sua casa é necessário ver se o gasto com a gasolina vai compensar.
◦Se o luxo e o bom atendimento não são essenciais, experimente conhecer aqueles supermercados do tipo “mini-box” ou pequenos varejões. Eles não fornecem pacoteiros, sacos de embrulho, não entregam a domicílio e alguns não aceitam cheques, mas,em compensação, os produtos são mais baratos.
◦Compare os preços através dos jornais. Alguns supermercados publicam frequentemente uma lista com a cotação dos principais produtos. Sempre haverá ofertas que podem interessar a você.
◦Não faça compras com pressa. Você pode levar produtos inúteis, novidades desnecessárias e esquecer o indispensável.
◦Durante as compras, habitue-se a usar a máquina de calcular. Isso ajuda a controlar os gastos e não comprar além do que pode.
◦Faça suas compras de preferência sem a companhia das crianças, que fatalmente terminam por acrescentar alguns itens extras no seu carrinho.
◦Faça um roteiro de compras dentro do supermercado. Isso ajuda a organizar o carrinho e, principalmente, a economizar. Se você comprar primeiro os produtos de primeira necessidade, registrando os preços na calculadora, saberá o quanto ainda poderá dispender com os produtos de limpeza ou artigos menos importantes.
◦Seja uma consumidora desconfiada dos preços, propagandas enganosas e, principalmente, veja se as marcas que habitualmente consome ainda atendem as suas necessidades. Orgulhe-se de preferir o que é bom e barato.
◦Compare os preços dos produtos entre as várias marcas, observando peso ou quantidade, data de fabricação e prazo de validade: muitas vezes, as diferenças são assustadoras.
◦Analise se as ofertas do tipo “leve 4 e pague 3″ são realmente lucrativas: não adianta levar mais gelatina ou chá para casa, se você já os tem em boa quantidade.
◦Cuidado com as embalagens gigantes de produtos de limpeza. Só compre sabão em pó, detergente ou amaciante em grande quantidade se você (ou a empregada) souberem usá-los com moderação.
◦Cuidado quando for comprar latarias. Muitas delas são desnecessárias (você mesma pode comprar os vegetais ou frutas e fazer sua própria conserva, aproveitando a safra dos alimentos). Se realmente precisar, examine as latas atentamente e recuse aquelas amassadas, estufadas ou enferrujadas: esses defeitos alteram o produto. Rótulos desbotados ou sujos são sinais de produtos velhos.
◦Prefira as conservas e compotas embaladas em vidros. Elas podem até ser mais caras, mas, em compensação, você pode observar a qualidade dos produtos. Se estiverem com fungos, fermentação, espuma ou tampa enferrujada, recuse-os.
◦Atente para a vida útil dos produtos: latarias resistem até 1 ano, mas atum, sardinha ou carne enlatada só duram 8 meses. Cuidado com a compra exagerada de cereais. Eles só duram muito tempo se forem devidamente embalados. Comvém estocar produtos de limpeza ou de higiene pessoal, por exemplo, que resistem muito mais.
◦Controle o impulso de comprar muitos biscoitos, doces e petiscos. Estabeleça uma quantidade mínima para satisfazer a gulodice de sua família e observe atentamente suas condições: recuse aqueles biscoitos quebrados, os chocolates derretidos e as balas grudadas, para não causar danos ao bolso nem à saúde.
◦Rejeite produtos congelados cujas embalagens de papelão estejam com bolhas, manchas ou danificadas. Isso denuncia mercadoria estragada, devido ao manuseio e a flutuação de temperatura. Não aceite também embalagens que se apresentam com bloquinhos de gelo na superfície: é sinal de que o balcão pode ter sido desligado à noite.
◦Nem todos os produtos podem ser estocados em freezer por muito tempo. Veja alguns exemplos: manteiga:45 dias; iogurtes: 20 a 30 dias; hambúrguer, quibe e almôndega: 1 mês. Por isso, é melhor comprá-los em pequenas quantidades e consumi-los frescos.
◦Devolva no próprio local todo o alimento estragado. Em caso de reclamação, registre sua denúncia no órgão de defesa do consumidor de sua cidade ou entre em contato com a própria empresa.
◦Não se esqueça de guardar o ticket do caixa, para o caso de precisar trocar alguma mercadoria.
◦Observe se os produtos que exigem baixa temperatura estão mesmo nos balcões frigoríficos. Os alimentos congelados devem ser comprados por último para evitar que o produto se descongele e, portanto, altere as suas características.
Fonte:colunista Alfredo Júnior, do Jornal Sul de Minas

Governo Dilma tem avaliação positiva de 49,2%, mostra CNT/Sensus

BRASÍLIA (Reuters) - A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff ficou em 49,2 por cento em agosto, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira, a primeira do instituto a avaliar a opinião da população sobre a presidente.
Para 37,1 por cento a avaliação foi regular e para 9,3 por cento ela foi negativa.

Em pesquisa realizada em dezembro para a Confederação Nacional dos Transportes, o Sensus apurou que 69,2 por cento dos entrevistados esperavam que o governo Dilma fosse ótimo ou bom, 17,6 por cento esperavam que ela fizesse um governo regular e 6,4 acreditavam numa administração péssima ou ruim.

O Sensus entrevistou 2 mil pessoas em 136 municípios de 24 Estados entre os dias 7 e 12 de agosto. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

(Reportagem de Hugo Bachega)