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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Brasil é o país que atrai mais montadoras

O Brasil é hoje o país que mais atrai as montadoras. Nove fábricas já estão em construção ou em projetos, mesmo número de unidades em obras na China. Esse novo ciclo de investimentos dos fabricantes de veículos vai despejar US$ 5 bilhões no País até 2014.

Entre os interessados em desembarcar no País há marcas de carros populares, como os chineses, até luxuosas como os da alemã BMW. As empresas que já definiram projetos vão adicionar capacidade produtiva extra de 820 mil veículos ao ano e, segundo anúncios feitos pelas companhias, cerca de 14 mil empregos diretos. Hoje, a capacidade total é de quase 5 milhões de veículos.

O Brasil é o quinto país com maior número de montadoras já instaladas. São 26 fábricas de 19 marcas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

A Effa, do uruguaio Eduardo Effa, a última a anunciar investimento, pretende construir duas fábricas, uma para a produção de carros da chinesa Lifan, com quem tem parceria, e outra com a própria marca Effa, que importará componentes da chinesa Hafei. Cada projeto terá investimento de US$ 100 milhões, valor modesto diante de outros já anunciados. A Effa negocia as instalações com os governos de Santa Catarina e Goiás.

As duas unidades estão previstas para 2013. 'Quando as importações se aproximam de 20 mil veículos ao ano, o melhor é ter fábrica local por causa da complexa logística de importação', justifica ele, que tem uma linha de montagem no Uruguai, que traz conjuntos da China.

As outras novas instalações anunciadas, algumas já em construção, são da Fiat (investimento de US$ 2,3 bilhões), Toyota (US$ 600 milhões), Hyundai (US$ 600 milhões), JAC (US$ 600 milhões), Chery (US$ 400 milhões), Suzuki (US$ 60 milhões) e Nissan, que ainda não divulgou valor.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 27 de agosto de 2011

Brasileiras buscam espaço no mercado de tablets

Por RENATO CRUZ E RODRIGO PETRY, estadao.com.br

Num momento em que grandes fabricantes internacionais desistem de competir com o iPad e retiram seus tablets do mercado, empresas brasileiras se preparam para lançar seus produtos. A Positivo Informática anunciou esta semana que planeja colocar o seu tablet no mercado em setembro. Essa é a mesma meta da Aoix, de Caçador (SC).

A Positivo e a Aoix estão entre as companhias que já tiveram seu Processo Produtivo Básico (PPB) publicado pelo governo. Com isso, elas podem se beneficiar da redução de impostos oferecida para os tablets fabricados localmente. As multinacionais Samsung e Motorola já têm fabricação local.

'O mercado ainda é muito pequeno', disse Ivair Rodrigues, diretor de Estudos de Mercado da IT Data. 'Vai crescer, porque os preços vão baixar, mas não será tudo isso que estão dizendo.' Ele acrescentou que hoje o público de maior renda é disputado pelo iPad, da Apple, e o Galaxy Tab, da Samsung, mas que os tablets que mais vendem são aparelhos de baixo custo, importados da China de forma nem sempre legal, disponíveis a cerca de R$ 300. 'Tem gente que até questiona se esses produtos podem mesmo ser chamados de tablets', disse Rodrigues.

Concorrência

A HP anunciou na semana passada a decisão de deixar de fabricar o seu tablet TouchPad. A Dell também desistiu do Streak 5. Nesse cenário, há espaço para produtos brasileiros? 'Tem mercado para tudo', disse Jovelci Gomes, presidente da Aiox. 'Alguns vão querer um iPad. Outros vão querer um tablet brasileiro, que gera empregos no Brasil, sai pela metade do preço e tem um ano de garantia.'

A Aoix usa a marca Braox. Com lançamento previsto para setembro, o primeiro modelo, segundo Gomes, virá com tela de sete polegadas, sistema operacional Android 2.3, 16 gigabytes de memória e conexão Wi-Fi, com preço final de cerca de R$ 750. Ele planeja lançar um segundo modelo 60 dias depois, com tela de 10 polegadas e conexão 3G, por cerca de R$ 900. Há mais de um ano a empresa vinha se preparando para lançar o tablet, segundo o presidente da Aoix. 'Sem o PPB (incentivo do governo), o produto seria, no mínimo, 40% mais caro', disse. 'O governo está de parabéns.'

Criada há três anos, a Aoix faz parte do Grupo Sul Brasil, que começou com injeção de plásticos, fabricando puxadores de móveis. Segundo Gomes, a empresa fabrica hoje de 7 mil a 8 mil microcomputadores por mês, mas ampliará sua capacidade para 50 mil unidades em 2012. A Aoix espera vender 60 mil tablets ainda este ano, chegando a 500 mil em 2012. A meta é ambiciosa. A consultoria IDC prevê que o mercado de tablets no Brasil este ano chegará a 400 mil unidades.

Natal

A Positivo contará com tablets de fabricação própria para a venda neste Natal. O presidente da companhia, Hélio Rotenberg, informou esta semana que em setembro ocorrerá o lançamento oficial. 'Vamos produzir um tablet que possa atender a todos os brasileiros', disse o executivo. Ele adiantou que o sistema operacional do tablet será o Android, mas não revelou em qual fábrica da Positivo será produzido, se em Curitiba (PR), Ilhéus (BA) ou Manaus (AM).

Segundo Rotenberg, a produção atenderá o mercado brasileiro, mas pode ser comercializada também na Argentina, onde a empresa já conta com uma fábrica local. 'O tablet não será um concorrente direto dos notebooks ou desktops, porque as pessoas ainda têm a necessidade de PCs, mas com certeza vai roubar vendas', disse Rotenberg. Na visão do executivo, a compra do primeiro computador pela classe C continuará incentivando a venda de PCs. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

GOL oficializa sua “plataforma de entretenimento de bordo”, oferecendo conteúdo via Wi-Fi para laptops e iGadgets

26/08/2011 por inewsbrazil
A partir de 1º de setembro (próxima quinta-feira), 35 aeronaves da frota da companhia passarão a oferecer o “GOL NO AR”, uma nova plataforma de entretenimento de bordo.
Trazendo para o Brasil algo pioneirizado nos Estados Unidos pela Virgin America, em 2009, a GOL inova por ter criado um portal personalizado para seus clientes, oferecendo acesso a notícias e artigos de jornais e revistas, programas de TV, esportes, jogos e canais de músicas para gostos diversos.
O acesso poderá ser realizado durante o voo e o conteúdo será atualizado automaticamente a cada pouso em nove aeroportos: São Paulo/Congonhas, São Paulo/Guarulhos, Rio de Janeiro/Santos Dumont, Rio de Janeiro/Tom Jobim-Galeão, Belo Horizonte/Confins, Salvador, Porto Alegre, Brasília, Belém e Fortaleza.

É isso mesmo: no caso da GOL, clientes não terão acesso a uma conexão Wi-Fi geral e aberta, e sim utilizarão essa comunicação sem fio para desfrutar de toda uma gama de conteúdos disponível “localmente” na aeronave. Desta forma, o serviço seráoferecido gratuitamente para todos.

Nesta primeira fase, o “GOL NO AR” poderá ser acessado via iPads, iPhones, iPods touch, notebooks e netbooks com Wi-Fi, e no futuro a companhia aérea já pretende expandi-lo para outros modelos de smartphones e tablets.

Equipes da GOL trabalharam 14 meses no desenvolvimento do portal, que será utilizado pelos clientes gratuitamente. A instalação dos equipamentos necessários na frota será gradual, sendo que o sistema já está implantado em 35 aeronaves. Neste primeiro momento, a companhia vai oferecer o produto em cerca de 250 voos diários, principalmente na Ponte Aérea entre Rio de Janeiro e São Paulo, o mercado mais movimentado do Brasil. A previsão é que haja expansão para cerca de 380 voos diários até o fim do ano.

Tributo sobre produto importado pode subir

O governo tem uma carta na manga para reforçar as defesas do mercado brasileiro contra a concorrência predatória dos importados. Caso a retração da economia mundial provoque um fluxo muito intenso de ingresso de mercadorias a preços baixos no País, o governo poderá começar a taxar os importados com um valor em dólares sobre cada unidade de mercadoria - e não um porcentual sobre o preço, como hoje.

A principal vantagem dessa mudança, chamada tributação específica ou ad rem, é que ela combate o subfaturamento. Duas remessas de uma mesma mercadoria que cheguem ao País, uma com preços compatíveis com o mercado e outra com preços exageradamente baixos para recolher menos impostos, pagarão a mesma tributação.

A adoção desse sistema chegou a ser discutida durante a elaboração do Plano Brasil Maior, lançado no início deste mês. O governo desistiu porque há dúvidas sobre a eficácia desse mecanismo no longo prazo. Além disso, o Brasil sempre utilizou a tributação em porcentual sobre preços, também chamada de ad valorem, e a defende nos foros internacionais.

A ideia do ad rem, porém, continua no cardápio de medidas que podem ser adotadas em caso de agravamento da crise. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem dito que o mercado interno, que se mantém dinâmico ao contrário do que ocorre nos EUA e Europa, deve ser usufruído pelas empresas brasileiras.

O fluxo de importados é crescente. "O Brasil importa US$ 214 em têxteis e confecções a cada segundo", disse o superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Valente Pimentel. "A cada minuto, é um emprego que se perde." A entidade do setor têxtil defende há muito tempo a tributação ad rem." A grande vantagem é que ele inibe o subfaturamento", explicou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Taxa de desemprego é a menor para julho desde 2002


Por DANIELA AMORIM, estadao.com.br

A taxa de desemprego de 6,0% em julho foi a menor para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), em março de 2002. A população desocupada ficou em 1,4 milhão de pessoas em julho, patamar estável em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com julho do ano passado, houve queda de 12,1% na população desocupada, ou seja, menos 200 mil pessoas à procura de trabalho. Já a população ocupada ficou em 22,5 milhões, variação não significativa frente a junho. No confronto com julho de 2010, houve aumento de 2,1% no número de ocupados, representando um adicional de 456 mil postos de trabalho.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado foi de 10,9 milhões, alta de 1,2% na comparação com junho. Na comparação com o mesmo período de 2010, houve aumento de 7,1%, um adicional de 726 mil postos de trabalho com carteira assinada.

Gasto de brasileiros em restaurantes dobra em 9 anos

Fonte:www.terra.com.br

O aquecimento no mercado de trabalho no Brasil vem gerando um impacto não apenas nas contas bancárias da população, mas também na mesa de refeições. Os brasileiros gastam hoje mais que o dobro do que gastavam há nove anos ao com alimentação fora de casa, de acordo com uma pesquisa inédita feita pela consultoria Data Popular. Se essa despesa somava R$ 59,1 bilhões em 2002, dados deste ano mostram que ela subiu para R$ 121,4 bilhões.

O levantamento indicou ainda que esse salto foi impulsionado pela chamada nova classe média, que engloba a classe C. Dos 65,3% do total de brasileiros que costumam comer fora de seus domicílios, 54,6% são da classe C, seguidos de 26% das classes D/E e 19,4% do setor A/B.

Vale-refeição x refeitórios
"Um dos motivos para esse crescimento é a nova configuração da sociedade urbana", afirma o sociólogo Fábio Mariano Borges, que é especialista em comportamento do consumidor e professor de Ciências do Consumo Aplicado da ESPM. "O aumento no índice de emprego não significa apenas um maior acesso financeiro, mas também uma mudança de estilo de vida que incluiu atividades fora de casa, seja o almoço na hora do trabalho ou o jantar fora por lazer. Você está melhorando de vida, por isso quer incluir hábitos que mostrem isso."

O crescimento desse costume aqueceu o setor de alimentação, gerando concorrência e melhorias em bares e restaurantes. E isso acaba fechando o ciclo, já que com preços menores e maior quantidade e qualidade na oferta, o número de clientes tende a aumentar. Estima-se que hoje haja cerca de 680 mil estabelecimentos como restaurantes e lanchonetes no país - que recebem 85,2 milhões de clientes por ano, enquanto que há nove anos esse número não passava de 240 mil empresas desse tipo.

Esse cenário também foi se desenvolvendo porque o recente boom econômico se dá principalmente em empreendimentos de serviço, como explica Renato Meirelles, sócio-diretor da Data Popular. "E nesse setor de serviços, onde geralmente há empresas menores, predomina a prática de dar vale-refeição aos funcionários e não de se fazer refeitórios como ocorria antigamente e ainda acontece, geralmente em indústrias", afirma Meirelles.

Praça de alimentação
O cartão de vale-refeição faz parte do dia a dia do gerente operacional Landerson Leandro da Silva, de 33 anos, que almoça todos os dias no Shopping Paulista, ao lado do escritório de cobrança onde trabalha. "Venho aqui quase todos os dias e gosto porque a gente sai um pouco do ambiente da empresa, dá uma volta do shopping, uma espairecida."

Silva conta que o ticket alimentação que recebe é suficiente para pagar seu almoço. "Se não dá, é porque peguei mais comida do que deveria", conta ele, acrescentando que costuma almoçar em restaurantes por quilo do shopping. Para Borges, da ESPM, a praça de alimentação representa justamente um outro motivo para o crescimento das refeições fora de casa: a sociabilidade. "É ali que a gente vê a alimentação entrando como lazer", diz Borges.

Pela pesquisa do Data Popular, que foi realizada no segundo trimestre deste ano nos 26 estados, "lazer" foi a resposta mais dada pelos entrevistados de todas as classes sociais quando questionados por que vão jantar fora de casa. Nas classes A e B esse percentual chega a 56,4% dos ouvidos, seguidos por 46% da classe C e 42,9% das classes D e E. "Na esteira do maior nível de emprego, agora há a possibilidade de se passear no shopping, não comprar nada nas lojas, mas comer algo na praça de alimentação antes de voltar pra casa", afirma Borges.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

TIM ultrapassa Claro e assume 2º lugar em celulares

Por AE, estadao.com.br, Atualizado: 24/8/2011 8:04

A TIM ultrapassou a Claro no mês passado, para tornar-se a segunda maior operadora de telefonia celular do País. A participação da empresa chegou a 25,78%, comparada a 25,51% da concorrente. A diferença entre as duas companhias ficou em 609 mil clientes, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A Vivo manteve-se em primeiro lugar, com 29,58%, e a Oi, em quarto, com 18,85%.

A Claro divulgou um comunicado, comentando a perda da vice-liderança: ?A Claro continuará competitiva e agressiva nas suas promoções e acha muito importante a posição no market share. No entanto, acima disso entende que a tarefa prioritária é manter a qualidade de rede e de seus serviços. São os dois fundamentos que garantem um crescimento sustentável?.

Com a mudança no ranking, a TIM retoma a posição que manteve até setembro de 2008, quando perdeu o segundo lugar para a concorrente Claro. ?Em receita, estamos em segundo lugar há muito tempo?, disse Lorenzo Lindner, diretor comercial da TIM Brasil.

O crescimento é resultado da agressividade de planos como Liberty e Infinity, que também fizeram com que a empresa se tornasse a primeira em longa distância, com uma participação de cerca de 40%. ?Mudamos o conceito de comunidade, permitindo que nossos clientes pudessem ligar para todo o Brasil?, disse Lindner. Os planos da empresa igualaram os preços da longa distância nacional às chamadas locais.

Estratégia

Esse movimento fez com que a base de clientes da operadora falasse mais. O total médio de minutos por mês dos clientes da TIM passou de 73 para 125 em dois anos, segundo o diretor da companhia. ?Levando-se em conta o aumento da base, nosso tráfego mais do que dobrou no período?, destacou Lindner.

Para o executivo, o crescimento da empresa reflete a migração do cliente de telefonia fixa para a telefonia móvel. ?As outras três grandes operadoras (Telefônica, Claro e Oi) não têm motivos para estimular a migração, já que são integradas?, disse Lindner. ?Nós não temos nada a perder.?

Qualidade

A resposta da Claro trouxe implícita uma crítica à qualidade dos serviços da TIM. Com o crescimento acelerado, viu as reclamações dispararem. No segundo trimestre, a central de atendimento da Anatel recebeu 0,429 reclamação por mil assinantes contra a TIM. A empresa foi a mais reclamada na agência. A Oi, que ficou em segundo lugar, teve 0,359 reclamação, e a Claro, a terceira, 0,314. O diretor da TIM, no entanto, afirmou que a empresa tem investido em qualidade.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Diante da crise, Mantega admite crescimento de 4% este ano

Por: Laryssa Borges
Diante da crise mundial, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu nesta terça-feira crescimento de 4% para o ano de 2011. A posição oficial do governo era a de, mesmo com as turbulências internacionais, manter a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 4,5% para este ano e em 5% para 2012.

"PIB de 4% não é um PIB mau para um ano de transição. É suficiente para gerar arrecadação, bancar os custos e fazer o superávit primário. Se as condições externas piorarem mais ao longo deste segundo semestre, o PIB pode crescer menos, mas não ficará abaixo de 4%. Conseguiremos ficar em torno deste patamar", disse Mantega ao participar de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
O ministro explicou que, caso as turbulências internacionais coloquem em risco o crescimento da economia brasileira, o governo tomará medidas para evitar uma queda forte na geração de riquezas do País.
"Se houver uma deterioração da situação internacional, tomaremos medidas para impedir que nosso PIB caia. Temos muitas armas monetárias, o compulsório elevado, a taxa de juros elevada, que podem ser usados para uma eventual queda e para recuperar a economia. Tomaremos as medidas necessárias para garantir que a economia continue crescendo", afirmou.
Durante a audiência no Senado, ele voltou a defender o combate à inflação e afirmou também esperar que o governo chinês consiga manter-se estável durante a crise e não derrubar o preço das commodities em nível mundial. "Se a China balançar, vai balançar muita gente. Esperamos que não balance. Se balançar, o preço das commodities pode cair. Vamos torcer que eles acomodem seu nível de problemas sem nos prejudicar", explicou ele.
Aos senadores, Mantega disse também que a redução da taxa básica de juros é "prioridade" para o governo. Ele fez um apelo para que não sejam aprovadas medidas que representem aumento de gastos, como a criação de um piso salarial nacional para bombeiros e policiais.
"Criar as condições para baixar a Selic me parece prioritário nesse momento. Mas não se pode baixar a taxa de juros de forma voluntarista. Temos de olhar para a inflação, garantir que ela esteja sob controle e, aí sim, trabalhar sobre os juros. Agora temos espaço porque o governo está determinado a fazer política fiscal que abre essa condição", disse.
"Estamos sempre vigiando a inflação. Tem que ser uma preocupação permanente de todos nós, e estamos olhando. Daqui para a frente diria que ela está em um caminho mais benigno", afirmou Mantega, que defendeu ainda a ampliação da taxa de investimento no Brasil para um patamar de até 24% do PIB.
"Temos que continuar estimulando o investimento, que tem que ultrapassar os 20% do PIB. Está um pouco aquém. Vamos chegar a 23%, 24%", declarou. Ele admitiu, no entanto, que há uma rotineira pressão por aumento de benefícios sociais, como programas de transferência de renda, mas disse que essas medidas destinadas à população carente também "são considerados essenciais e prioritárias".

Mercados da Europa operam em alta nesta terça-feira

Em Londres, Paris e Frankfurt, valorização supera 1%
Na Europa, as principais bolsas abriram o pregão desta terça-feira em alta. Às 8h55min (horário de Brasília), o índice FSTE 100 da bolsa de Londres registrava uma valorização de 1,17%, aos 5.154,75 pontos. Já a bolsa de Paris tinha uma alta de 1,69%, aos 3.102,82 pontos.

Na Alemanha, a bolsa de Frankfurt obtinha uma valorização de 1,49%, com 5.555,28 pontos. Em Madri, o índice IBEX 35 registrava uma valorização de 0,88%, com 8.366,80 pontos. Em Milão, a bolsa subiu 0,41%, aos 14.922,68 pontos.


Fonte: ZH DINHEIRO

'FT': com melhores salários do mundo, Brasil repatria executivos

Um crescente número de executivos brasileiros que vivia no exterior havia muito tempo está retornando ao País para preencher vagas abertas pela escassez de talentos locais em nível gerencial, afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário econômico britânico Financial Times.

"Eles estão ajudando a maior economia da América Latina a lidar com a falta de talentos gerenciais conforme ela se torna cada vez mais entrelaçada com a economia global, particularmente após a China tomar o lugar dos Estados Unidos como o seu maior parceiro comercial, em 2009", afirma o jornal.

Segundo a reportagem, a cultura particular brasileira, a pouca proporção de pessoas que falam inglês e as particularidades da política e da burocracia do Brasil tornam mais difícil contratar estrangeiros para trabalhar no País. Além disso, segundo o jornal, a crise financeira global que atinge com mais força os países desenvolvidos está levando cada vez mais brasileiros expatriados a pensar em voltar.

Salários em alta
O diário cita os setores bancário e de engenharia como os mais populares para os expatriados e diz que a escassez de mão de obra no setor se vê refletida em salários em alta.

Segundo um estudo recente feito pela consultoria Dasein Executive Search, citado pelo jornal, os altos executivos de São Paulo são atualmente os mais bem pagos do mundo. "Essa tendência vem sendo acentuada pelo fortalecimento do real diante do dólar, mas tem sido principalmente induzida pela demanda por talentos", diz a reportagem.

O texto cita dois executivos que retornaram recentemente ao país após 24 e 31 anos no exterior, respectivamente. Para o Financial Times, o recente crescimento da importância do Brasil no cenário internacional era praticamente inimaginável quando eles deixaram o País. "Há 30 anos, o Brasil era governado por uma ditadura militar que governava uma economia propensa a crises. O milagre econômico chinês ainda era algo do futuro e a China somente emergiria como um grande motor para o setor de exportações de commodities brasileiro em meados dos anos 2000", observa o texto.

"A ascensão da chamada classe C brasileira - a baixa classe média estimulada pelas reformas de bem estar social e por aumentos no salário mínimo na última década - também estava anos adiante", diz a reportagem.

Fonte: BBC BRASIL ; www.terra.com.br

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Bolsas sobem após quedas recentes; petróleo cai por Líbia


Os preços do petróleo tipo Brent caíam e as bolsas de valores mundiais subiam nesta segunda-feira, em meio a esperanças de que o conflito na Líbia esteja perto do fim e com ganhos de ações de energia após as fortes quedas da semana passada. As bolsas em Nova York tiveram uma forte abertura, lideradas pela Exxon Mobil Corp, que ganhava 2%.

Muitos investidores, no entanto, davam preferência à compra de ativos de menor risco, como o ouro, que mais cedo renovou o recorde de alta, perto de US$ 1,9 mil a onça. Persistentes temores de que a crise de dívida de países periféricos da zona do euro possa se espalhar para outras economias encorajavam o movimento, fazendo o metal renovar o recorde de alta.

O custo para os bancos da zona do euro emprestarem dinheiro entre si voltava a subir, conforme as instituições americanas mostravam relutância em fazer empréstimos para a Europa. O preço do petróleo tipo Brent caía 1,3%. A possibilidade de retomada dos fluxos de petróleo da Líbia para o mercado se o regime do governo Gaddafi cair impactava a commodity.

Em Nova York, o índice Dow Jones subia 1,3%, enquanto o Standard & Poor's 500 ganhava 1,4%, e o Nasdaq avançava 1,6%. Logo após a abertura, os índices chegaram a subir cerca de 2% logo após a abertura. O índice europeu de bolsas de valores tinha alta de 1,4%.

O índice MSCI de ações globais ganhava 0,7%, mas ainda acumula cinco semanas de perdas, podendo caminhar para a pior performance mensal desde outubro de 2008. O euro subia 0,2% ante o dólar. Ante uma cesta de moedas, a moeda americana tinha variação negativa de 0,06%.


Fonte:www.terra.com.br por Reuters News

Governo vai trazer sintonia a política monetária e fiscal, diz Mantega a jornal


Por InfoMoney,

SÃO PAULO – Reduzindo os gastos públicos e o ciclo de alta na taxa básica de juros, o governo quer evitar um conflito entre a política fiscal e a monetária. A declaração é de Guido Mantega, ministro da Fazenda, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Segundo Mantega, o objetivo é apertar o cinto do Tesouro e, primeiramente, cumprir o superávit primário – usado como economia para os juros da dívida pública – em sua totalidade até o fim do governo de Dilma Rousseff. A Lei de Diretrizes Orçamentárias permite que gastos com investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) sejam deduzidos do montante final.

Conflitos

Na entrevista, o ministro também afirmou que algumas vezes “o fiscal conflitava com o monetário”. Enquanto o Banco Central elevava a Selic para conter o crescimento da demanda, os gastos públicos aumentavam e causavam um aquecimento da economia. “Mudamos o mix de forma permanente”, avisa.

Com os dois lados da política econômica deixando de bater cabeça, Mantega acredita que os juros poderão chegar a patamares menores nos próximos anos. Uma redução dos gastos faria com que o Copom (Comitê de Política Monetária) trouxesse a taxa parava baixo, quando “achar que as condições são adequadas”.

Cenário adverso

Em relação ao fantasma da crise, que hoje ronda as economias desenvolvidas, o governo teria condições de se proteger, caso a recessão realmente atinja os Estados Unidos e a Europa. O método, porém, seria diferente daquele adotado em 2008, quando um aumento nas despesas resgatou o crescimento no País, trazendo o que o ex-presidente Lula chamou de “marolinha”, em relação ao que houve nos países mais ricos.

De acordo com o jornal, Mantega diz que a preferência será pelo corte nos juros para estimular a demanda. Porém, mesmo no caso de o “segundo mergulho” na crise ser pior do que o previsto, o governo tem “bala na agulha”, segundo ele. “Não deixaremos a peteca cair”, diz.

sábado, 20 de agosto de 2011

Acesso da nova classe média à web cresce desigual no Brasil

A média de consumidores da classe média que moravam em domicílios com acesso a computador e internet em 2009 foi de 30%, ante apenas 7% em 2000, segundo dados de um estudo da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República sobre o perfil da classe C. Apesar do crescimento, a expansão foi desigual: naquele ano, o Sudeste tinha 8% conectados em casa, e o Norte, 4%, enquanto que em 2009 essa distância aumentou para 17 pontos percentuais (35% no Sudeste, e 18% no Norte).
A classe média da região Sudeste foi a que teve maior parcela de pessoas morando em domicílios com acesso a computador e internet em 2009, seguida da região Sul (32%), Centro-Oeste (27%), Nordeste (21%) e Norte (18%).
Segundo o gerente do Centro de Estudos sobre as Tecnologias de Informação e da Comunicação (Cetic.br), Alexandre Barbosa, embora o número de usuários tenha aumentado durante os últimos anos no País, boa parte dos novos internautas ainda utiliza a internet em lan houses e lugares públicos.
Esses usuários vêm principalmente das classes de renda mais baixas, de acordo com pesquisa do Cetic, ao passo que as classes de alta renda já tinham o acesso em casa, o que indica uma participação desigual também entre as classes: 90% dos domicílios da classe A tinham acesso em casa, 24% na classe C e 3% nas classes D e E, no ano de 2010.
A expansão desigual entre os Estados, segundo Barbosa, acompanha a desigualdade socioeconômica do País, e mesmo o volume de domicílios brasileiros com acesso a internet - de 27%, de acordo com o Cetic - ainda é menor que o observado na Argentina, no Chile e no Uruguai, segundo dados citados por Barbosa.

Fonte:Terra www.terra.com.br

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

'Economist' diz que Dilma Rousseff tenta secar o pântano de Brasília

Por O Globo | Agência O Globo –
RIO - Os recentes escândalos de corrupção nos ministérios, com o afastamento de ministros e de outros funcionários do alto escalão em Brasília, são destaque na edição desta semana da revista britânica "The Economist", que analisa as consequências que a reação da presidente Dilma Rousseff às denúncias pode causar ao seu governo. Segundo o artigo, "Dilma chegou ao Palácio com a reputação de uma gerente 'no-nonsense', mas que nunca havia ocupado o cargo anteriormente. Quase oito meses depois do início de seu mandato, Dilma Rousseff se viu sugada para dentro do pântano político que é Brasília".

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Senado dá isenção de IR a aposentado

Depois de começar a semana com uma má notícia — a presidente Dilma Rousseff vetou na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) a previsão de aumento real em 2011 para as aposentadorias e pensões de valor superior ao Salário Mínimo —, os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) puderam comemorar, ontem, a aprovação, pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado, de uma proposta que isenta aposentados e pensionistas com mais de 60 anos do pagamento do Imposto de Renda.

O projeto, da senadora Ana Amélia (PP/RS), ainda precisa passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Como a tramitação tem caráter terminativo, se for aprovado pela CAE, ele não precisará ser votada no plenário do Senado, seguindo direto para análise na Câmara.

A proposta, na verdade, amplia o tratamento tributário diferenciado que já existe para os segurados com mais de 65 anos. Segundo a senadora, essa é uma forma de compensar o achatamento dos benefícios. "Como o reajuste anual do Salário Mínimo tem sido sistematicamente maior que o dos demais benefícios da Previdência Social, o valor das aposentadorias e pensões vem sendo achatado ano a ano", disse a senadora. Segundo Ana Amélia, 69% dos desembolsos do INSS já estão nivelados pelo piso.

Licença às gestantes
O Senado aprovou ontem projeto que determina o pagamento de salário-maternidade além de 120 dias às mães de bebês prematuros extremos. O benefício deve ser pago durante o período necessário ao acompanhamento hospitalar do recém-nascido, sem prejuízo do período da licença à gestante.

DISCUSSÃO ADIADA
A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara adiou, mais uma vez, a discussão sobre o projeto de lei que institui o regime de previdência complementar dos servidores públicos federais, que está na casa desde 2007.

Foi uma vitória parcial dos servidores e dos deputados contrários à proposta. O presidente da Comissão e relator do projeto, deputado Sílvio Costa (PTB-PE), fez as contas e chegou à conclusão de que haveria um empate: 13 deputados votariam a favor da proposta do governo e 13 contra. O jeito foi aceitar o acordo sugerido pelo vice-líder do governo, deputado Alex Canziani (PTB-PR), e deixar o debate para a próxima semana. Até lá, Costa espera que o governo consiga reverter alguns votos, inclusive da base aliada, que está dividida.
Fonte: Correio Braziliense

Brasil atinge nesta quinta a marca de R$ 900 bilhões de tributos pagos

Por InfoMoney,

SÃO PAULO – Os brasileiros atingem nesta quinta (17), às 14h15h, a marca de R$ 900 bilhões de tributos federais, estaduais e municipais pagos só neste ano, revelam dados do Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). Em comparação com 2010, o valor chega com 34 dias de antecedência.

Com o total arrecadado até quinta, é possível pagar mais de 1,6 bilhão de salários mínimos, comprar 4,3 bilhões de cestas básicas, que poderiam ser fornecidas a toda população brasileira por mais de 23 meses, ou fornecer medicamentos para todos os brasileiros por 401 meses.

Outras aquisições

O dinheiro ainda permite comprar 36 milhões de carros populares, mais de 360 milhões de TVs de plasma e 900 milhões de geladeiras simples.

Ainda seria possível construir mais de 43 milhões de casas populares de 40 metros quadrados, mais de 75 milhões de salas de aula equipadas, mais de 3,5 milhões de postos de saúde equipados ou construir mais de 19 milhões de postos policiais.

Além disso, poderiam ser construídos mais de 11 milhões de quilômetros de redes de esgotos, e ainda seria possível fornecer mais de 12 bilhões de Bolsas Família, considerando o benefício no valor de R$ 70, e plantar 225 bilhões de árvores.

Impostômetro

O painel do Impostômetro foi inaugurado em 20 de abril de 2005 e está instalado no prédio da sede da ACSP. Também pela internet (www.impostometro.com.br), qualquer cidadão pode acompanhar o total de impostos pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal, de acordo com os estados e municípios.

O sistema informa ainda o total de impostos pagos desde janeiro do ano 2000 e faz estimativas de quanto será pago até dezembro deste ano.

Empresa "empresta" endereço para brasileiro comprar nos EUA


Autor: Fábio Bonillo
Direto de São Paulo
O site PuntoMio oferece um serviço de facilitação de compras de produtos pela internet em lojas internacionais que não fazem entregas para o Brasil ou que não aceitam cartão de crédito internacional. De acordo com a empresa, o comprador fornece para a loja um endereço próprio da sede da PuntoMio, localizado em Miami, que recebe o pacote e depois o envia ao endereço do comprador no Brasil.

Se o site da loja em que você deseja efetuar a compra só aceita cartões de crédito internacionais, pode ser contratado um "Personal Shopper" da PuntoMio, que irá fazer a compra com um cartão americano.

Segundo a empresa, são enviados todo mês, em média, 1,5 mil pacotes a clientes brasileiros, que prevê um crescimento de 200% em receita no País até o fim deste ano. A PuntoMio também atua em outros países da América Latina.

Para a compra de um DVD de US$ 20, para ser entregue em São Paulo, por exemplo, a empresa cobra do cliente R$ 53,95, referentes a R$ 17 de custo de envio, R$ 35,19 de impostos, R$ 1,76 de taxa de manuseio - mais o preço do produto, convertido em reais (R$ 32,35), totalizando R$ 86,30. O serviço de "Personal Shopper" cobra uma taxa de 10% do valor do produto.

O endereço da PuntoMio integra uma zona livre de impostos sobre vendas cobradas pelas lojas online dentro do território americano, o que representa uma economia de 7% na compra, de acordo com a empresa.

O que diz a lei
Segundo Poliana Castro Silva, advogada da associação de defesa do consumidor Proteste, não há nenhum impedimento no processo de intermediação de entrega, até porque a empresa assume o papel de uma importadora. Por isso, ela é quem deve ser responsabilizada caso ocorra alguma irregularidade.

"A legislação brasileira não abrange as compras feitas em lojas do exterior, mas como a empresa importa o produto no lugar do comprador, o consumidor pode discutir judicialmente se houver problemas", afirma.

Fonte:www.terra.com.br

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Gerente de banco: lobo em pele de cordeiro.

Publicado por Jônatas Silva em 16.agosto.2011
Semana passada fui até um grande banco com o objetivo de ajudar um senhor aposentado de 65 anos de idade, amigo meu, realizar um investimento mais rentável. Ele tem uma aposentadoria suficiente para prover seus gastos mensais, tem casa própria e uma casinha no mesmo terreno de sua casa. Esta casinha ele aluga, o que lhe gera uma renda mensal da qual ele não precisa para viver. Sendo assim, ele investe mensalmente o dinheiro na famigerada caderneta de poupança.

Ele me procurou pedindo ajuda, já tínhamos conversado algumas vezes e ele falou da dificuldade de negociar com o gerente do banco: “Eles sempre enrolam a gente que não entende de dinheiro”. Foi a frase que ele usou em nossa conversa.

Combinado a data fui de guarda-costas e levei minha HP12C para me ajudar nos cálculos. Fomos atendidos e fiquei apenas observando o diálogo do aposentado com a gerente que lhe atendeu:

- Tenho pouco mais de 12 mil reais na poupança e gostaria de investir este dinheiro.

- Quando o Sr. precisará do dinheiro?

- Não pretendo usá-lo. Não tenho dívidas, sou aposentado e vivo bem com o dinheiro da minha aposentadoria. Mas quero poder tirar o dinheiro a qualquer hora, afinal pode acontecer uma emergência. Também pretendo continuar depositando 350,00 mensais.

- Ótimo. O melhor investimento para o Sr. é em Previdência Privada.

- Nem pensar. Já fizeram eu assinar um treco destes anos atrás e só perdi quando quis sacar o dinheiro. Fora que não rendia nada.

- Temos outro investimento muito bom. Nele o Sr. pode ser sorteado todo mês.

(aí eu intervi)

- Título de capitalização?

- Isto mesmo, você conhece? Não é bom?

- Conheço sim, é um lixo. Para contar com a sorte é mais fácil comprar um bilhete da mega sena você não acha?

- Na verdade gostaríamos de investir num CDB com liquidez diária e remuneração atrelada ao CDI. O ideal seria 100% dele.

- Oferecer previdência privada para um senhor aposentado, sem filhos, com renda e casa própria é sacanagem não é!?

- Previdência é um excelente investimento. Você conhece o funcionamento?

- Conheço sim. Considero ruim para alguém jovem e péssimo para alguém de 65 anos. Só vejo vantagens para o banco.

- Você trabalha com investimentos?

- Não. Mas me interesso pelo assunto e tenho algum conhecimento.

- Mas voltando ao investimento. Desejamos realmente o CDB com liquidez diária. Óh, veja bem, queremos liquidez diária.

- Só um momento.

Alguns minutos depois ela volta.

- Consigo um CDB com rendimento mensal de 0,8% e liquidez diária.

- Esse valor já livre de impostos?

- Sim, 08% mensal livres.

- Ótimo, é este produto que desejamos.

Impressões e assinaturas, mas alguns minutos, e tudo resolvido.

Conclusão

Os gerentes de bancos são verdadeiros lobos em peles de cordeiro. São vendedores treinados capazes de convencer qualquer cliente menos experiente que título de capitalização é bom negócio e que previdência privada para um aposentado é “o” investimento. Eles nunca oferecem o melhor produto para o cliente, sempre ofertam o que é melhor para eles, o que vai lhes render maiores vantagens.

Outro ponto que destaco é que são sempre vendedores gerentes jovens, bonitos e bem vestidos. Um sorriso atraente e conversa mole leva muitos no papo.

A dica é sempre pesquisar muito antes de ir ao banco negociar. Nunca aceite as primeiras ofertas de produtos, elas sempre serão o melhor para o banco e não para você. Contrate um consultor financeiro, é preferível gastar com assessoria e fazer um bom investimento do que não ter este gasto e fazer um mau negócio.

Boa semana!

Leia original no site do autor: http://financaspessoais.blog.br/financas-pessoais/artigos/jonatas-silva/2011/08/16/gerente-de-banco-lobo-em-pele-de-cordeiro./

Bolsas europeias sobem com dados de balanços corporativos


PPor Reuters, reuters.com,

LONDRES (Reuters) - O principal índice das ações europeias fechou no maior nível em mais de uma semana nesta quarta-feira, com investidores se voltando para a safra de balanços corporativos e para o preço barato dos papéis.

O FTSEurofirst 300, que mede a oscilação dos mais importantes papéis europeus, subiu 0,31 por cento, aos 972 pontos, maior nível desde 5 de agosto.

A alta marcou uma reversão das perdas vitas no início do dia, após a decepção com o encontro entre os líderes de Alemanha e França, ocorrida na véspera. Na mínima desta sessão, o indicador chegou a recuar a 955 pontos.

A valorização dos mercados acionários em Wall Street, após a Target reportar um lucro trimestral maior que o esperado e a Staples aumentar sua perspectiva, ajudou a melhorar a confiança, levando investidores a se voltarem para ações recentemente golpeadas.

'A volatilidade continua sendo o tema fundamental dos mercados no momento. Mas ainda há muitos motivos para sermos positivos, por conta dos níveis que os preços atingiram e dos balanços corporativos muito saudáveis e também pelo fato de as companhias estarem inundadas de dinheiro', disse o estrategista de ações do Barclays Wealth Henk Potts.

'Os preços estão em um dígito em muitos mercados desenvolvidos e isso cria uma oportunidade boa e longo prazo.'

As fabricantes de remédios figuraram entre as de melhor desempenho do dia, após as fortes quedas das últimas duas semanas. O índice que acompanha o setor, que acumula queda de mais de 7 por cento neste mês, avançou 1,07 por cento.

Os papéis da Sanofi ganharam 3 por cento, após o Deutsche Bank colocar a fabricante francesa de remédios entre as 25 'nomes de qualidade' na Europa, ou seja, que oferecem bons preços a investidores após a recente queda.

Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em queda de 0,49 por cento, a 5.331 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,77 por cento, para 5.948 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,73 por cento, a 3.254 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,27 por cento, para 15.950 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 avançou 0,62 por cento, a 8.728 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 encerrou em alta de 0,84 por cento, para 6.289 pontos.

GOVERNO DECIDE ACABAR COM O FATOR PREVIDENCIÁRIO

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, pretende concluir até o fim de setembro uma proposta de substituição do fator previdenciário — mecanismo criado pelo governo Fernando Henrique, em 1999, cujo objetivo era incentivar o trabalhador a adiar a aposentadoria. Três alternativas estão em discussão: estabelecer uma idade mínima para a aposentadoria, elevar o prazo mínimo de contribuição e uma fórmula que contemple essas duas variáveis. O governo desistiu, no entanto, da fórmula 85/95, sob o argumento de que ela não fecha a conta (85 é a soma da idade com o tempo de contribuição para mulheres e 95 é a soma aplicada aos homens). A discussão caminha para a fórmula 95/105.

Fonte: www.valoronline.com.br

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Bovespa cai 0,6%, com cena externa, após subir 12% em 5 sessões

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Mais sinais de fraqueza econômica na zona do euro interromperam a reação positiva dos mercados, fazendo a Bovespa retroceder após cinco altas consecutivas.

Depois de ter chegado a cair mais de 2 por cento no começo do dia, o Ibovespa ainda recuperou-se parcialmente até fechar em baixa de 0,6 por cento, aos 54.323 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 5,9 bilhões de reais.

"Hoje saiu um monte de indicadores econômicos, mas o mercado só teve olhos para os da Europa, que foram ruins", disse o operador da mesa institucional da corretora Renascença Luiz Roberto Monteiro.

O profissional referiu-se à notícia de que o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha subiu 0,1 por cento no segundo trimestre, abaixo do previsto. O fraco desempenho da principal economia europeia limitou a expansão da zona do euro no período a apenas 0,2 por cento.

Além disso, o encontro de líderes da França e da Alemanha para tratar da crise de dívidas soberanas da zona do euro terminou sem um anúncio importante, causando certa frustração.

Foi a senha para investidores embolsarem lucros com ações, que tiveram uma aguda recuperação após terem atingido as mínimas desde a crise de 2008 na semana passada.

Assim, outros dados positivos, como o crescimento de 0,9 por cento da produção industrial dos Estados Unidos em julho, acima do esperado, serviu apenas para amortecer a intensidade das vendas nas bolsas.

Na bolsa paulista, o Ibovespa refletiu a queda nos preços das commodities --atingindo os papéis de siderúrgicas e das gigantes Petrobras e Vale. Assim, o principal indicador da bolsa ruiu após um salto de 12,2 por cento nas últimas cinco sessões.

O papel preferencial da petroleira caiu 1,10 por cento, a 20,76 reais, enquanto o da mineradora cedeu 0,25 por cento, a 39,75 reais.

Dentre as fabricantes de aço, o papel ON da Usiminas foi a pior do índice, tombando 8,76 por cento, a 22,81 reais, devolvendo parte dos fortes ganhos recentes.

Na ponta de cima figuraram empresas elétricas e algumas varejistas. Em destaque, Natura avançou 4,52 por cento, a 37,00 reais, seguida pela vice-líder Eletropaulo, com ganho de 3,27 por cento a 29,69 reais.

Fonte: Reuters

CRISE: FAMILIA VOLTA A SER POBRE APÓS GANHAR 12 MILHÕES

A crise marcou a vida do espanhol A.N.P., dividindo-a em dois períodos distintos. Ele chegou a ganhar milhões de euros e hoje, desempregado, é obrigado a pedir ajuda para não passar fome. Um ano antes da crise ele tinha duas casas, três carros e salários anuais equivalentes a R$ 150 mil. Um ano depois, dívidas, bens confiscados e necessidades básicas desatendidas. "É difícil de acreditar", desabafa.

A.N.P., 54 anos (ele pediu para não ter o nome ou o rosto divulgado) é um retrato fiel da crise que atinge trabalhadores que até pouco tempo atrás tinham bons níveis de vida e perderam tudo. Mestre de obra em mais de 30 anos na construção civil, chegou a ganhar mais de R$ 12 milhões em oito anos no período do boom do setor.

Os salários que superavam os R$ 13 mil mensais lhe animaram a comprar duas casas, três carros e a consentir que o filho deixasse os estudos antes de concluir o segundo grau. Como operário, o rapaz ganhava mais do que um universitário.

Mas a realidade mudou. A construtora em que pai e filho trabalhavam faliu. A empresa, que também financiava a compra de imóveis para os empregados, deixou de pagar bancos, fornecedores e trabalhadores.

Resultado: bens confiscados, dívidas acumuladas e toda a família desempregada há um ano. Desde fevereiro, a solução tem sido o restaurante comunitário da organização de caridade católica São Vicente de Paula no centro de Madri.

Poço
"Veja bem o que há aqui! Não estamos falando de indigentes. São trabalhadores: asseados, arrumados, educados... Caíram num poço sem saber como. É uma situação impressionante", explicou à BBC Brasil a freira Maria Mercedes Morilla, coordenadora do restaurante S. Vicente.

A.N.P. ouviu a descrição e se emocionou. Confessou que no princípio sentia "imensa vergonha" de pedir ajuda. Mas passou a contar com o apoio também psicológico das freiras da congregação Filhas da Caridade.

"Aprendi a ser agradecido e a ver este auxílio como uma salvação para esta etapa duríssima", afirmou. "Porque o pior não é ter caído neste poço. O pior é não ver saída na minha idade, ter deixado meu filho se endividar, largar os estudos... Se não fosse por isso aqui (mostra a sacola com alimentos dada pelas religiosas), minha família não teria o que comer", diz.

A.N.P. tem como única renda a subvenção pública de R$ 950 para desempregados a longo prazo. Quase tudo vai para o banco para saldar as dívidas dos imóveis que ele já perdeu, mas ainda tem que pagar.
Como ele, milhares de espanhóis fazem fila todos os dias nos centros de ajuda social com restaurantes para necessitados. O de S. Vicente fornecia 350 refeições diárias em 2009 e agora fornece 700 desde janeiro de 2011.
Na Cruz Vermelha, o panorama é o mesmo. São 2,5 mil atendimentos diários nas sedes principais do centro de Madri para pessoas em busca de alimentos, dinheiro para pagar o aluguel e contas de abastecimento (luz, água e gás) e assessoria jurídica.

Segundo a ONG, no primeiro trimestre de 2011 quatro de cada dez pedintes de ajuda eram novos pobres, pessoas que nunca haviam demandado auxilio social.

FONTE: bbcbrasil.com







DICAS PARA FAZER COMPRAS NO SUPERMERCADO

◦Faça uma lista completa dos itens que precisa. Isso evita que você esqueça alguma coisa e depois tenha que recorrer à padaria ou mercearia, que geralmente cobram mais. Mantenha-se estritamente dentro dessa relação, sem ceder às tentações. Essa lista também é conhecida como lista de rancho.
◦Vá pessoalmente ao supermercado: ninguém melhor do que você para verificar a aparência e os preços dos produtos, levando em conta o gosto e a necessidade de sua família.
◦As pesquisas revelam que as donas de casa compram muito mais quando estão com fome. O apelo das embalagens as induz para levar o dobro. Portanto, saia de casa bem alimentada.
◦Visite dois ou três estabelecimentos e escolha aquele que oferece melhores condições. É claro que para supermercados distantes de sua casa é necessário ver se o gasto com a gasolina vai compensar.
◦Se o luxo e o bom atendimento não são essenciais, experimente conhecer aqueles supermercados do tipo “mini-box” ou pequenos varejões. Eles não fornecem pacoteiros, sacos de embrulho, não entregam a domicílio e alguns não aceitam cheques, mas,em compensação, os produtos são mais baratos.
◦Compare os preços através dos jornais. Alguns supermercados publicam frequentemente uma lista com a cotação dos principais produtos. Sempre haverá ofertas que podem interessar a você.
◦Não faça compras com pressa. Você pode levar produtos inúteis, novidades desnecessárias e esquecer o indispensável.
◦Durante as compras, habitue-se a usar a máquina de calcular. Isso ajuda a controlar os gastos e não comprar além do que pode.
◦Faça suas compras de preferência sem a companhia das crianças, que fatalmente terminam por acrescentar alguns itens extras no seu carrinho.
◦Faça um roteiro de compras dentro do supermercado. Isso ajuda a organizar o carrinho e, principalmente, a economizar. Se você comprar primeiro os produtos de primeira necessidade, registrando os preços na calculadora, saberá o quanto ainda poderá dispender com os produtos de limpeza ou artigos menos importantes.
◦Seja uma consumidora desconfiada dos preços, propagandas enganosas e, principalmente, veja se as marcas que habitualmente consome ainda atendem as suas necessidades. Orgulhe-se de preferir o que é bom e barato.
◦Compare os preços dos produtos entre as várias marcas, observando peso ou quantidade, data de fabricação e prazo de validade: muitas vezes, as diferenças são assustadoras.
◦Analise se as ofertas do tipo “leve 4 e pague 3″ são realmente lucrativas: não adianta levar mais gelatina ou chá para casa, se você já os tem em boa quantidade.
◦Cuidado com as embalagens gigantes de produtos de limpeza. Só compre sabão em pó, detergente ou amaciante em grande quantidade se você (ou a empregada) souberem usá-los com moderação.
◦Cuidado quando for comprar latarias. Muitas delas são desnecessárias (você mesma pode comprar os vegetais ou frutas e fazer sua própria conserva, aproveitando a safra dos alimentos). Se realmente precisar, examine as latas atentamente e recuse aquelas amassadas, estufadas ou enferrujadas: esses defeitos alteram o produto. Rótulos desbotados ou sujos são sinais de produtos velhos.
◦Prefira as conservas e compotas embaladas em vidros. Elas podem até ser mais caras, mas, em compensação, você pode observar a qualidade dos produtos. Se estiverem com fungos, fermentação, espuma ou tampa enferrujada, recuse-os.
◦Atente para a vida útil dos produtos: latarias resistem até 1 ano, mas atum, sardinha ou carne enlatada só duram 8 meses. Cuidado com a compra exagerada de cereais. Eles só duram muito tempo se forem devidamente embalados. Comvém estocar produtos de limpeza ou de higiene pessoal, por exemplo, que resistem muito mais.
◦Controle o impulso de comprar muitos biscoitos, doces e petiscos. Estabeleça uma quantidade mínima para satisfazer a gulodice de sua família e observe atentamente suas condições: recuse aqueles biscoitos quebrados, os chocolates derretidos e as balas grudadas, para não causar danos ao bolso nem à saúde.
◦Rejeite produtos congelados cujas embalagens de papelão estejam com bolhas, manchas ou danificadas. Isso denuncia mercadoria estragada, devido ao manuseio e a flutuação de temperatura. Não aceite também embalagens que se apresentam com bloquinhos de gelo na superfície: é sinal de que o balcão pode ter sido desligado à noite.
◦Nem todos os produtos podem ser estocados em freezer por muito tempo. Veja alguns exemplos: manteiga:45 dias; iogurtes: 20 a 30 dias; hambúrguer, quibe e almôndega: 1 mês. Por isso, é melhor comprá-los em pequenas quantidades e consumi-los frescos.
◦Devolva no próprio local todo o alimento estragado. Em caso de reclamação, registre sua denúncia no órgão de defesa do consumidor de sua cidade ou entre em contato com a própria empresa.
◦Não se esqueça de guardar o ticket do caixa, para o caso de precisar trocar alguma mercadoria.
◦Observe se os produtos que exigem baixa temperatura estão mesmo nos balcões frigoríficos. Os alimentos congelados devem ser comprados por último para evitar que o produto se descongele e, portanto, altere as suas características.
Fonte:colunista Alfredo Júnior, do Jornal Sul de Minas

Governo Dilma tem avaliação positiva de 49,2%, mostra CNT/Sensus

BRASÍLIA (Reuters) - A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff ficou em 49,2 por cento em agosto, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira, a primeira do instituto a avaliar a opinião da população sobre a presidente.
Para 37,1 por cento a avaliação foi regular e para 9,3 por cento ela foi negativa.

Em pesquisa realizada em dezembro para a Confederação Nacional dos Transportes, o Sensus apurou que 69,2 por cento dos entrevistados esperavam que o governo Dilma fosse ótimo ou bom, 17,6 por cento esperavam que ela fizesse um governo regular e 6,4 acreditavam numa administração péssima ou ruim.

O Sensus entrevistou 2 mil pessoas em 136 municípios de 24 Estados entre os dias 7 e 12 de agosto. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

(Reportagem de Hugo Bachega)

Ibovespa interrompe sequência de alta e inicia pregão no campo negativo

Por InfoMoney,SÃO PAULO – O Ibovespa inicia o pregão desta terça-feira (16) em queda de 1,14%, aos 54.030 pontos, seguindo a trajetória dos mercados internacionais após a frustração com dados econômicos na Europa e nos EUA. Tal movimento poderá por fim à marca de cinco pregões consecutivos que o índice registra no campo positivo.

Nesta manhã foi anunciado pela Eurostat que o PIB (Produto Interno Bruto) da Zona do Euro avançou 0,2% no segundo trimestre deste ano frente ao primeiro, inferior ao projetado por analistas. Do mesmo modo, a economia alemã avançou apenas 0,1%.

Ainda nesta terça-feira, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente da França Nicolas Sarkozy se reunirão, sendo que o teor do encontro ainda não foi revelado.

Enquanto isso, o número de casas casas em início de construção nos EUA não alcançou as projeções, com 604 mil imóveis em junho, frente aos 608 mil esperados. Do mesmo modo, o número de autorizações de novos imóveis também foi inferior tanto quanto as projeções quanto ao resultado do mês anterior. Para esta manhã ainda estão previstos números sobre a indústria.

Ações

As ações do Ibovespa que se destacam no campo negativo nesta sessão são as ordinárias da LLX Logística (LLXL3, R$ 3,31, -3,22%), preferenciais da Usiminas (USIM5, R$ 12,49, -3,10%), ordinárias da MRV (MRVE3, R$ 11,58, -2,28%), da Embraer (EMBR3, R$ 9,19, -2,23%) e da CSN (CSNA3, R$ 15,09, -2,01%).

Análises

O analista gráfico da Gradual Investimentos, Régis Chinchila, revela que o Ibovespa segue o movimento de recuperação, começando a testar a resistência em 55 mil pontos, mas que para renovar a pressão compradora terá que romper esse patamar com forte parada na barreira de 57.500 pontos. "A tendência de baixa será retomada abaixo do suporte de 52.600 pontos", escreve em relatório diário.

"Para hoje nossa expectativa é de realização na bolsa", indica a equipe da Planner Corretora, uma vez que os mercados internacionais também registram trajetória negativa e os dados do PIB (Produto Interno Bruto) e da balança comercial da Zona do Euro vieram abaixo da expectativa.

Balanços perdem destaque

Deste modo, o cenário interno é ofuscado, apesar dos balanços corporativos de empresas como Cosan (CSAN3), JBS (JBSS3) e Petrobras (PETR3, PETR4), a qual marcou lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 10,94 bilhões no segundo trimestre deste ano, conforme as expectativas.

Por fim, ainda no front nacional o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) inverteu a trajetória das últimas medições e marcou alta de 0,17% na segunda medição de agosto, frente ao recuo de 0,01% na primeira semana.

Dilma veta proposta de aumento real a aposentado

A presidente Dilma Rousseff vetou regra que previa reajuste acima da inflação, em 2012, para aposentados e pensionistas da Previdência que ganham mais de um salário mínimo, incluída na Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada pelo Congresso.

Dilma vetou outros 44 pontos da lei, entre eles o teto de 0,87% do PIB para o deficit nominal (resultado que considera o pagamento dos juros da dívida), a limitação dos gastos com Custeio da máquina e a prioridade das emendas parlamentares.

Aposentados e pensionistas que ganham o piso salarial terão o benefício reajustado de acordo com a variação do salário mínimo, que leva em conta a variação do PIB de dois anos antes mais a Inflação do ano anterior.

Segundo o Ministério do Planejamento, o governo entende que não é adequado prever reajuste real na LDO e que o melhor dispositivo para isso é a proposta de lei orçamentária, que a presidente enviará ao Congresso até o fim do mês. Não há garantia que o aumento será incluído no projeto do Orçamento.

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, disse que apresentará emendas para garantir o aumento real a todos os aposentados em 2012.

O governo justificou o veto à meta de deficit nominal alegado que isso limitaria a Ação da Política monetária para cumprir a meta de inflação.

Foi vetada ainda a previsão de que toda a emissão de títulos da Dívida Pública teria que constar da lei orçamentária, o que sinalizaria emissões estratégicas e permitira aos agentes econômicos anteciparem seus movimentos no mercado de títulos.

Fonte: Folha de São Paulo - SP

Novas regras para o Supersimples entram em vigor apenas em 2012

As novas regras do Supersimples devem começar a vigorar somente em janeiro de 2012. O projeto ainda precisa ser votado pelo Congresso, mas a expectativa da Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas
.
Na terça-feira o governo anunciou um pacote de medidas para beneficiar os micro e pequenos empresários dos setores de comércio, Serviços e indústria.

Entre as principais mudanças está o aumento de 50% do teto de Faturamento para as micro e pequenas empresas se enquadrarem no Supersimples.

Com essa modificação, as empresas que estavam no Supersimples e que tenham tido aumento de receita ao longo do tempo poderão continuar no programa. Já as empresas que antes não podiam aderir ao regime, por terem Faturamento acima do limite, agora poderão participar do programa.

As novas regras elevam o Faturamento anual máximo das pequenas empresas de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões. Para as microempresas, a receita bruta passou de R$ 240 mil para R$ 360 mil.

O governo também elevou o limite de Faturamento dos microempreendedores individuais em 67%. Com isso, a receita bruta anual passará de R$ 36 mil para R$ 60 mil.

Outra mudança prevista é a possibilidade de as micro e pequenas empresas parcelarem em até 60 meses as dívidas com a Receita.

O pacote também traz benefícios às empresas de pequeno porte que exportam. As companhias com Faturamento de até R$ 3,6 milhões no mercado interno poderão ter receita igual com as exportações sem o Risco de serem excluídas do Supersimples.

Pela proposta, os micro e pequenos empresários não precisarão mais fazer a declaração anual de IR. A Receita irá, ao final de cada ano, juntar as informações enviadas mensalmente e transformá-las na declaração anual.

Todas as mudanças são automáticas -o micro e pequeno empresário que já está no programa não vai precisar entrar em contato com a Receita para saber se sua alíquota será modificada. Os que querem ingressar devem entrar no site www.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional e preencher um formulário com algumas informações.

Se a empresa já existir, só poderá entrar no programa em janeiro. Se a empresa for nova, poderá ingressar no sistema a qualquer momento.


Fonte: Folha de São Paulo - SP

ECONOMIA DA ZONA DO EURO DESACELERA


A economia da zona do euro cresceu menos que o previsto no segundo trimestre, pressionada pelo desempenho fraco da Alemanha e a estagnação da França, segundo dados divulgados nesta terça-feira. A agência de estatísticas Eurostat estimou que o Produto Interno Bruto (PIB) dos 17 países do euro avançou 0,2% no período entre abril e junho sobre o trimestre anterior, ante previsão de 0,3%. No primeiro trimestre, a economia se expandiu 0,8%.

Comparado ao ano passado, o PIB cresceu 1,7% no segundo trimestre, ante previsões de 1,8% e ante taxa anual de 2,5% no primeiro trimestre de 2011.

Entenda
No auge da crise de crédito, que se agravou em 2008, a saúde financeira dos bancos no mundo inteiro foi colocada à prova. Os problemas em operações de financiamento imobiliário nos Estados Unidos geraram bilhões em perdas e o sistema bancário não encontrou mais onde emprestar dinheiro. Para diminuir os efeitos da recessão, os países aumentaram os gastos públicos, ampliando as dívidas além dos tetos nacionais. Mas o estímulo não foi suficiente para elevar os Produtos Internos Brutos (PIB) a ponto de garantir o pagamento das contas.

A primeira a entrar em colapso foi a Grécia, cuja dívida pública alcançou 340,227 bilhões de euros em 2010, o que corresponde a 148,6% do PIB. Com a luz amarela acesa, as economias de outros países da região foram inspecionadas mais rigorosamente. Portugal e Irlanda chamaram atenção por conta da fragilidade econômica. No entanto, o fraco crescimento econômico e o aumento da dívida pública na região já atingem grandes economias, como Itália (120% do PIB) e Espanha.

Um fundo de ajuda foi criado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE), com influência da Alemanha, país da região com maior solidez econômica. Contudo, para ter acesso aos pacotes de resgates, as nações precisam se adaptar a rígidas condições impostas pelo FMI. A Grécia foi a primeira a aceitar e viu manifestações contra os cortes de empregos públicos, programas sociais e aumentos de impostos.

Os Estados Unidos atingiram o limite legal de endividamento público - de US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões) - no último dia 16 de maio. Na ocasião, o Tesouro usou ajustes de contabilidade, assim como receitas fiscais mais altas que o previsto, para seguir operando normalmente. O governo, então, passou por um longo período de negociações para elevar o teto. O acordo veio só perto do final do prazo (2 de agosto) para evitar uma moratória e prevê um corte de gastos na ordem de US$ 2,4 trilhões (R$ 3,7 trilhões). Mesmo assim, a agência Standard & Poor's retirou a nota máxima (AAA) da dívida americana.


Fonte : Reuters News

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Exercício de opções sobre ações movimenta R$ 2,37 bilhões na BM&FBOVESPA
15/08/2011
A BM&FBOVESPA informa que o exercício de contratos de opções sobre ações movimentou no pregão de 15/08, no mercado de ações, R$ 2,37 bilhões, sendo R$ 1,43 bilhão em opções de venda e R$ 936,84 milhões em opções de compra. A seguir, as opções que registraram o maior volume financeiro no exercício de 15/08:
Vale PNA a R$ 37,07 por ação movimentou R$ 255,74 milhões em opções de compra;
Vale PNA a R$ 39,07 por ação movimentou R$ 220,04 milhões em opções de compra;
Petrobras PN a R$ 34,91 por ação movimentou R$ 180,13 milhões em opções de venda;
Petrobras PN a R$ 24,91 por ação movimentou R$ 128,56 milhões em opções de venda;
e Itauunibanco PN a R$ 30,76 por ação movimentou R$ 112,03 milhões em opções de venda.

Manifesto contra a CPMF


A Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Rio Grande do Sul e demais entidades apoiadoras, tornam público seu posicionamento de repúdio à implementação de novos tributos.

O Brasil, mesmo com uma das mais altas cargas tributárias do mundo, e, conforme dados oficiais, com uma arrecadação de tributos cada vez maior, possui investimentos precários em áreas fundamentais para a sociedade, como, no caso específico, da saúde.

O que a sociedade espera é a boa aplicação dos fartos tributos já arrecadados, a fim de evitar que aqueles que dependem do atendimento em rede pública de saúde não venham a perecer nas filas ou em emergências superlotadas.

Mais do que um movimento de contrariedade ao retorno da CPMF, as entidades representativas da sociedade civil organizada, abaixo nominadas, requerem uma ampla reforma tributária e a gestão qualificada dos recursos públicos.

Participe do abaixo assinado: http://www.agorachegacpmfnao.com.br/

Obama apresentará plano para impulsionar economia em setembro

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta segunda-feira que vai apresentar um plano específico para impulsionar a economia quando as atividade no Congresso retornarem em setembro. "Vou apresentar, quando eles (os parlamentares) retornarem em setembro, um plano muito específico para impulsionar a economia, criar empregos e controlar nosso déficit. E minha posição é ter isso concluído", afirmou Obama, em Iowa, no primeiro dia de um tour de três dias pelo Meio-Oeste.

Fonte.www.terra.com.br
Reuters News