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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

10 atitudes que devem ser evitadas quando o assunto é planejamento financeiro

Por: Patricia Alves - http://www.infomoney.com.br

Gastar menos do que ganha, evitar pagar contas em atraso, olhar taxas de juros, poupar, investir... Na teoria, falar de planejamento financeiro é bem fácil. No entanto, na prática nem sempre é assim.

Muitas vezes o sucesso – ou fracasso - do planejamento financeiro está nas atitudes. Erros comuns, que passam despercebidos por muitos, interferem diretamente nos resultados das finanças pessoais e podem impactar, e muito, nas contas no final do mês.

Confira os comportamentos que devem ser evitados quando o assunto é planejamento e, se for o caso, reveja seus hábitos!

1 – Deixar para amanhã – Como diz o ditado, “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”. Planejamento financeiro é igual à dieta, ou seja, deixar para o dia seguinte pode prejudicar, e muito, o resultado final.

2 – Começar pelas despesas – Muitos acham que uma planilha de orçamento deve começar pelas despesas, pois, conhecendo os gastos, fica mais fácil saber para onde vai o dinheiro recebido. O erro, no entanto, está na ordem das coisas. O correto é começar pelas receitas e adequar os gastos a elas, e não o contrário.

3 – Não considerar pequenos gastos – A planilha de orçamento está impecável, com as receitas e despesas colocadas de forma correta e com o resultado sempre no azul. Tudo isso funciona, no entanto, apenas no papel. O erro pode estar nos pequenos gastos. Desconsiderar despesas menores, como o cafezinho após o almoço, por exemplo, pode impactar no controle das finanças. Assim, anote e considere como gastos todas as despesas, mesmo aquelas chamadas “invisíveis”.

4 – Agrupar as despesas – Ao colocar as despesas em grupos, as pessoas acabam não percebendo exatamente para onde vai o dinheiro. A dica não é eliminar os grupos, mas sim detalhar um pouco mais as despesas de cada um deles. Por exemplo: no lugar de colocar R$ 200 gastos com lazer, especificar quanto foi gasto com cinema, restaurante, viagem etc.

5 – Guardar apenas o que sobrar – Poupar e investir também fazem parte de um planejamento financeiro de sucesso. No entanto, é importante estimar uma quantia mensal que deve ser guardada para esse objetivo. Deixar para guardar apenas o que sobrar no final do mês é um grande erro, pois, dessa forma, raramente sobra alguma coisa.

6 – Fazer contas mentais – Umas das armadilhas para as finanças pessoais é confiar apenas nas contas mentais, ou seja, aquelas que fazemos quando vamos definir onde gastar o 13º salário, as férias ou até para controlar o limite do cartão de crédito. A psicologia econômica explica que é uma tendência do ser humano não respeitar os limites fazendo contas mentais e, assim, o orçamento fatalmente será prejudicado.

7 – Considerar cheque especial como renda – Muitas pessoas fazem o planejamento financeiro considerando o limite do cheque especial como renda, na hora de estipular as receitas, por ele ser pré-aprovado e de fácil acesso. Cuidado! Essa modalidade de crédito tem uma das taxas de juros mais caras do mercado e utilizá-la com frequência e sem planejamento pode levá-lo ao descontrole e à inadimplência.

8 – Esquecer compras parceladas – Ao organizar a planilha de orçamento mês a mês, é importante considerar as compras parceladas e não esquecer de incluir as prestações como despesas nos respectivos meses de pagamento. Esquecer estes valores pode causar um grande rombo no orçamento quando chegar a hora de pagar as contas.

9 – Considerar o salário bruto – Na hora de colocar as receitas, muita gente considera o salário bruto, sem o desconto dos impostos, o que dá a ilusão de um rendimento maior.

10 – Não ter uma reserva de emergência – Apesar de último nesta lista, talvez este seja o principal erro do planejamento financeiro. Não possuir uma reserva de emergência, que represente, por exemplo, de 3 a 6 meses de gastos, pode acabar com qualquer orçamento, até mesmo daqueles que não possuem dívidas e estão com as contas fechando no azul todos os meses. Essa reserva deve ser destinada a gastos inesperados e de grande impacto financeiro, como em situações de desemprego, doença etc. O ideal é separar um valor mensal com esse objetivo e aplicá-lo, de preferência em investimentos seguros e líquidos, para que o montante seja de fácil acesso na hora do resgate.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Se a crise é lá fora, por que a bolsa brasileira cai mais do que as outras?

Por: Diego Lazzaris Borges

Os Estados Unidos têm enfrentado sérios problemas econômicos ao longo deste ano. O desemprego elevado, a dificuldade de conseguir aumentar o teto da dívida pública no Congresso - que fez com que a nota de classificação de risco dos seus títulos públicos fosse rebaixada pela primeira vez na história pela agência Standard & Poor's - e a estagnação da economia são algumas dos problemas enfrentados pelos norte-americanos.
Já o Brasil, apesar de alguma dificuldade para trazer a inflação para o centro da meta, segue com uma economia consolidada, em crescimento e com bons níveis de emprego. Apesar das diferenças de cenário entre os dois países, contraditoriamente, o Ibovespa (principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo) acumula queda de 23,12% neste ano (com base no fechamento desta quinta-feira, 22), enquanto o Dow Jones (índice que reúne as 30 ações mais negociadas da Bolsa de Nova York) caiu 7,29% no mesmo período.
Na Europa, continente que também passa por um processo delicado, com muitas incertezas por conta da dívida fiscal de países como Grécia, Espanha e Itália, apesar das bolsas acumularem queda maior do que nos EUA, as perdas são menores do que aquelas verificadas no mercado brasileiro.
Com isso, muitos investidores se perguntam: se o problema maior está lá fora, por que a nossa bolsa sofre mais do que os mercados internacionais?

Ibovespa começou mal o ano
De acordo com o analista-chefe da corretora SLW, Pedro Galdi, um dos motivos para o Ibovespa estar com um desempenho pior do que as outras bolsas este ano é que o mercado brasileiro já começou 2011 de forma conturbada, com as ações da Petrobras (que detém a segunda maior participação no Ibovespa) bastante penalizadas por conta de dúvidas em relação ao processo de capitalização da companhia (ocorrido no final de 2010) e por conta de episódios de ingerência do governo no comando da estatal.
Outra empresa que detém grande peso no Ibovespa e que sofreu no início do ano, afetando também o índice de uma maneira geral, foi a Vale. “O mercado penalizou as ações da Vale por conta dos problemas em relação a saída de Roger Agnelli (antigo presidente da companhia), que também teve forte influência do Governo”, diz Galdi.
Assim, segundo o analista, a bolsa brasileira já começou o ano em desvantagem em relação aos outros mercados mundiais. “Antes dos problemas lá fora se agravarem, a nossa bolsa já caia 10%, enquanto nos EUA o Dow Jones subia 10%", afirma Galdi.

Peso da commodities
De acordo com o analista, outro ponto que faz com que a bolsa brasileira esteja pior do que outros mercados mundiais é a forte dependência do nosso mercado em relação às commodities (matérias primas, como petróleo e minério de ferro), que são o negócio principal de grandes empresas listadas na bolsa brasileira.

“Quando se observa uma piora no cenário econômico, quem tem commodities é que sofre mais. Empresas de papel e celulose, mineração e petróleo acabam sendo prejudicadas”, afirma Galdi.
O analista da corretora Socopa, Osmar Camilo, concorda. “As empresas ligadas às commodities têm um grande peso no Ibovespa, então, sem dúvida o desempenho delas influencia a bolsa brasileira”, afirma Camilo.

Economias emergentes
Entretanto, o analista da Socopa ressalta que o desempenho ruim este ano não está restrito apenas à bolsa brasileira. Segundo ele, a maioria dos mercados emergentes está com desempenho de suas bolsas parecido com o Brasil este ano. “Se você olhar o índice MSCI de mercados emergentes, a queda está próxima daquela verificada na bolsa brasileira”, diz Camilo.
De acordo com o analista, em momentos de crise, apesar de não estarem no “centro do furacão”, as economias em desenvolvimento acabam sendo mais penalizadas. “Os mercados emergentes sofrem mais, porque ainda trazem incertezas para os investidores”, diz Camilo.
O especialista da MoneyFit, André Massaro, tem a mesma opinião. “Apesar da melhora na economia, o Brasil ainda é um país emergente e, usando um termo em desuso, de terceiro mundo. Em momentos de crise, muitos investidores fogem para países mais seguros, especialmente para os Estados Unidos”, afirma Massaro.

Volume de negócios
Outra questão diz respeito ao volume negociado na bolsa brasileira. O especialista da MoneyFit lembra que, quanto maior o volume negociado, menor o risco de ter uma volatilidade acentuada.
“A bolsa brasileira ainda tem um volume de negócios muito menor do que bolsas norte-americanas por exemplo, por isso sofremos mais com a volatilidade do que eles”, afirma Massaro.
Ele lembra que o mesmo acontece com as próprias ações das companhias. “Os papéis da Vale e da Petrobras têm um volume grande de negócios e por isso apresentam uma volatilidade menor do que outras empresas com volume menor de negociação”, diz.

Alta taxa de juros
Outra questão apontada pelos especialistas como um dos motivos para a bolsa brasileira estar com um desempenho pior este ano do que outros mercado é o fato do País possuir uma das maiores taxas de juros do mundo, beneficiando os investidores que aplicam em renda fixa.
Só este ano, a Selic (taxa básica de juro da economia) subiu 1,25 ponto percentual – mesmo com a queda de 0,50 p.p. anunciada na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC. “Com certeza a alta taxa de juros atrapalha a bolsa”, diz Camilo, da Socopa. “Mas é bom lembrar que nós sempre tivemos taxas bastante altas”, completa.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

IPI maior elevará preço de carro importado em até 28%

Por Leonardo Goy e Isabel Versiani | Reuters
O governo anunciou nesta quinta-feira (15) um grande aumento da taxação sobre automóveis importados, numa ofensiva para tentar estimular as montadoras a elevar a produção nacional.

A medida valerá até o final do ano que vem e pode gerar um aumento de até 28% nos preços finais dos veículos não produzidos no Brasil, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

"Nós ficamos preocupados quando lemos nos jornais que a indústria automobilística está aumentando os estoques no pátio, então nós vamos tomar medidas no sentido de dar condições para que essa indústria possa continuar se expandindo", afirmou Mantega.

O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para todos os automóveis foi elevado em 30 pontos percentuais, para até 55 por cento.

Para não serem atingidos pela taxação maior, as montadoras instaladas no Brasil deverão comprovar que se enquadram em três amplos critérios. O primeiro deles é que pelo menos 65 por cento das peças dos carros tenham sido produzidas no Brasil e no Mercosul.

Além disso, as empresas deverão executar, no Brasil, pelo menos 6 de 11 etapas do processo produtivo --como pintura, fabricação do motor e montagem do sistema de embreagem.

Por fim, as empresas deverão provar que realizam investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Os ministros, porém não esclareceram os critérios mínimos para esses investimentos.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) comemorou a iniciativa.

"É um caminho importante que vai fortalecer a indústria nacional", disse o presidente da entidade, Cledorvino Belini, acrescentando que, devido às exigências de nacionalização, a cadeia de autopeças também será favorecida e o preço do produto nacional não será alterado.

Aumento vale a partir de amanhã
O aumento do IPI já vale a partir de sexta-feira, mas inicialmente todos os veículos estão livres da alta. Em até 60 dias, as empresas têm de comprovar enquadramento nos critérios. Aquelas que não o fizerem, terão de pagar o imposto maior retroativamente. Segundo Mantega, de 12 a 15 empresas devem se enquadrar nos critérios anunciados.
"A medida significa que está aumentando em 30 por cento o custo do veículo importado", resumiu o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.

As medidas chegam após várias montadoras anunciarem redução na produção de veículos devido ao aumento dos estoques nos pátios, como reflexo da economia em desaceleração.

Além disso, a participação dos carros importados no mercado brasileiro não para de crescer. Em 2009, essa fatia era de 15,6 por cento. Desde então, esse percentual passou a 18,8 por cento em 2010 e a 22,5 por cento de janeiro a agosto deste ano.

A Abeiva, associação que representa os importadores de veículos que não têm montadoras no Brasil, disse ter considerado a medida "totalmente" injusta. Ela destacou o fato de o governo não estar respeitando o prazo de 90 dias para a entrada em vigor da nova taxação --o que prejudica as vendas fechadas com a taxação antiga.

Segundo José Luiz Gandini, presidente da entidade, os veículos importados por empresas que não têm montadoras no Mercosul representam apenas 6 por cento do mercado total. Para ele, as medidas não vão estimular a vinda de mais montadoras para o Brasil, porque dão a sensação de maior insegurança sobre as regras no setor.

"Nossos carros sobem 30 por cento, enquanto os carros importados também pelas montadoras não sobem", afirmou. "Estamos exportando emprego para o México".

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dívidas: conheça os tipos de endividados e saiba evitar essa situação

Por: Equipe InfoMoney

O endividamento é uma realidade que aprisiona milhares de brasileiros. Independentemente do salário recebido, a compulsão pela compra, conhecida como consumismo, atinge qualquer pessoa, e engane-se quem pensa que o consumismo é o mesmo que consumo.

O consumo é um conceito de necessidade e é considerado saudável, mas é preciso manter a atenção para que não se torne uma armadilha, tornando-se um vício ou uma necessidade constante.
Segundo a escritora e consultora Márcia Tolotti, o consumismo é o culpado pelo endividamento. "O endividado é aquela pessoa que se joga para um risco. Ela não sabe como vai pagar, mas mesmo assim compra".

Endividados
Os endividados são classificados em três categorias:

•Ativo: é aquela pessoa que está constantemente contraindo dívidas e alega que teve imprevistos;

•Sobreendividado: é o equivalente a um falido. Estoura o cheque especial, realiza inúmeras parcelas no cartão de crédito, além de empréstimos;

•Passivo: este é o endividado que realmente passou por um imprevisto, seja ele doença, acidente, desemprego, morte ou separação.
Armadilhas
A satisfação plena e constante não existe, a frustração faz parte da vida de qualquer ser humano e os problemas não serão resolvidos durante as compras, segundo explica a escritora.

Pensando nisso, o ideal é ter cuidado para não cair nas armadilhas do consumo e não buscar desculpas para gastar dinheiro.

Para Márcia Tolotti, as causas afetivas são as principais culpadas que levam ao endividamento. "O consumismo atinge a pessoa quando o emocional está abalado", alega a consultora.

Sem dívidas
Educar-se financeiramente, não fazer muitas parcelas no cartão de crédito, não utilizar o cheque especial e nem realizar financiamentos longos são algumas dicas para que a dívida não chegue perto.
Para conseguir "sair do buraco" e se livrar do endividamento, o primeiro passo é reconhecê-lo. Fazendo isso, crie um método de controle, como uma planilha. Coloque todos os gastos feitos numa tabela e regule suas finanças.
"Para surgir um investidor é preciso que o gastador saia de cena", finaliza Márcia.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ao se tornar chefe, profissional deve mudar postura?

Por: Equipe InfoMoney

Se, por um lado, tornar-se chefe traz mais reconhecimento profissional e salários mais interessantes, por outro, os desafios e as exigências da nova posição serão condizentes com tais recompensas. Antes de mais nada, para evitar frustrações, é preciso ter em mente que sair de um cargo operacional para assumir uma posição estratégica vai exigir o desenvolvimento de três competências principais.
De acordo com o sócio-fundador da Alliance Coaching, Silvio Celestino, os principais pontos a aprender ou aprimorar estão relacionados à comunicação, à habilidade em delegar tarefas e ao acompanhamento do trabalho da equipe.
Perceba que o novo chefe deverá desenvolver habilidades focadas em gestão de pessoas, já que posições estratégicas exigem que o profissional saiba lidar com os colaboradores, sabendo como treiná-los, selecioná-los e motivá-los.

Do operacional ao estratégico
Falando em comunicação, o profissional precisa entender que na nova posição ele terá um relacionamento mais constante com os líderes da empresa e a forma como se comunica com eles deverá ser diferente de como se comunicava com os demais membros da equipe. “Ele precisa aprender a passar informações para os superiores em uma linguagem de resultados”, explica Celestino.
Na prática, isso significa que a preocupação do novo chefe será voltada a passar para os superiores o que a equipe está fazendo para reduzir custos, aumentar receita, intensificar a produtividade, ou seja, fazer mais, melhor e com menos recursos. É essa linguagem que a empresa quer que o profissional que assume uma posição estratégica tenha.

A nova postura
Além de começar a ter um contato mais intenso com as pessoas que definem os rumos da empresa, o profissional deverá ter uma postura diferente perante os membros da equipe. Se antes ele estava no mesmo nível, agora precisa entender que as coisas mudaram e uma nova postura será necessária.
Celestino explica que essa transição não se dará automaticamente e será, sim, preciso formalizar a passagem em vários aspectos. Em relação aos demais membros da equipe, a sugestão é que o novo chefe tenha uma conversa clara, madura e profissional. Isso será importante inclusive se o colaborar for muito próximos aos integrantes da equipe.
Esclarecer a nova situação ajuda a poupar o profissional de situação desagradáveis, já que agora ele terá de delegar tarefas e cobrar pessoas que antes eram seus pares e, muitas vezes, seus amigos. O diálogo também será importante, pois, caso o novo chefe não faça isso, ele terá mais dificuldade de se impor.

Delegando e acompanhando
Entre as novas tarefas daquele profissional que acabou de ser promovido a um cargo de chefia, está a de delegar trabalhos e acompanhar o andamento deles. Delegar e acompanhar, portanto, serão as principais competências a ser desenvolvidas. Se ele não souber delegar, não vai ter tempo de cumprir sua função como chefe, se ele não souber acompanhar, não haverá garantias de que o trabalho será entregue no prazo.
O novo chefe também precisa estar emocionalmente preparado, pois o resultado dos trabalhos não vai mais depender exclusivamente dele e de sua ferramenta de trabalho. O que acontece é que, quando um colaborador exerce um cargo operacional, ele recebe o trabalho e organiza-se para entregá-lo, sem depender de ninguém. Nas posições estratégicas, de chefia, um trabalho que precisa ser realizado vai depender de um grande número de pessoas, e isso gera insegurança, que acaba afetando o emocional, explica Celestino.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Brasil terá "enxurrada" de tablets até fim do ano, diz ministro

Por: Laryssa Borges
O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira que até o final do ano o Brasil terá uma "enxurrada" de tablets produzidos no País com preços até 40% mais baixos que os atuais equipamentos importados e vendidos em território nacional. Atualmente, Samsung, Motorola, Semp Toshiba, Positivo e Aix já produzem componentes brasileiros para os tablets.

"Precisamos fortalecer a indústria nacional, softwares, games e componentes. Até o final do ano teremos uma enxurrada de tablets, com queda de 30 a 40%. Temos que estender essa opção para notebooks", disse o ministro, que participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Na última semana, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou medida provisória (MP) que reduz a zero a cobrança de PIS e Cofins incidentes sobre a venda de tablets produzidos no Brasil. Também ficam reduzidos o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Importação. Pelos cálculos do Ministério da Fazenda, os benefícios fiscais representam queda de mais de 30% no preço final do tablet.

Para autorizar o benefício a produtos como o iPad, o tablet da Apple, a Receita Federal definiu um código específico para os tablets e, diferenciando-os em uma categoria que não sejam igualados nem a notebooks nem a palmtops - como eram anteriormente classificados. A medida abriu espaço para que os equipamentos também tivessem direito à isenção de PIS e Cofins, conforme previsto na Lei de Informática.

Conforme explicou Mercadante nesta terça-feira no Senado, a exigência inicial do governo é que as empresas com tecnologia para a produção de tablets implementem de imediato 20% de conteúdo nacional nos equipamentos. Em três anos, passará a ser exigido que 80% sejam de componentes brasileiros.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Internet: empresas querem cobrar mais de quem usa mais a rede

Por: Equipe InfoMoney

SÃO PAULO – As empresas de telecomunicações têm se preocupado constantemente com o fluxo de dados na internet. Para evitar problemas futuros, as empresas têm se empenhado, por meio de estudos, em entender o cenário da internet brasileira e, com isso, obter a permissão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para cobrar mais de quem usa mais a rede.
Alguns sites, como os de relacionamento ou que oferecem serviços, acabam gerando maior tráfego de dados, que futuramente poderá comprometer o serviço.

Decisão
Para que a Anatel tome uma decisão, é preciso apresentar esses estudos, além de ser necessária a consulta da população. Em nota, a Agência explica que o objetivo da consulta pública é recolher subsídios com vistas à futura tomada de decisão no campo regulatório, no momento processualmente adequado, no âmbito do Conselho Diretor.
Segundo a Agência, a proposta em consulta pública é, portanto, o ponto inicial de uma interação ampla e democrática do órgão regulador com os interessados.

Empresas
De acordo com a TIM, a empresa “está acompanhando os debates sobre os investimentos para construção de novas redes e a participação de clientes e provedores de conteúdo que usam a internet”.
Procuradas, a Oi e a Telefonica, por meio de suas assessorias de imprensa, explicaram que o Sinditelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal) poderia se posicionar em nome das empresas, porém, o Sindicato afirma que não irá se opinar a respeito. Já a Claro não manifestou até o fechamento desta notícia.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Confira 10 dicas que podem ajudar sua empresa a não fechar as portas mais cedo

Por: Equipe InfoMoney

Ter espírito empreendedor e capital para iniciar o próprio negócio não deve ser considerado a única garantia de sucesso por ninguém que se aventure no universo corporativo. Afinal, não é de hoje que a prosperidade de um empreendimento depende principalmente das habilidades em gestão empresarial apresentadas pelo profissional eleito para comandar tal negócio.
Por esta razão, estar atento aos primeiros passos de uma organização é tão primordial: até mesmo os erros mais sutis podem vir a comprometer todo o investimento que ainda se encontra em fase de estruturação.
Para minimizar as chances de ver a 'empresa dos sonhos' fechar as portas cedo demais, o Portal InfoMoney consultou o professor dos cursos de pós-graduação e graduação em administração da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), Eduardo Armando, para auxiliar os empreendedores que estão iniciando neste mercado.
Fechar? Nem pensar!
Confira abaixo as 10 dicas indicadas pelo profissional para quem deseja ver seu empreendimento crescer e passar longe da falência:

•Especialize-se em gestão empresarial – dirigir uma organização em seu início de vida é mais complexo do que atuar em uma já consolidada, cujas operações já se mostrem estruturadas e o capital da empresa estabilizado. Portanto, atenção à especialização! Nem sempre possuir uma formação técnica é suficiente para administrar um negócio. Nestas horas, o ideal é que o executivo tenha conhecimentos e experiência na área de gestão empresarial, afinal, só assim ele poderá resolver os problemas que surgirem.

•Cuidado com a estrutura de capital – o endividamento no Brasil costuma ser caro e pode inviabilizar as operações de uma empresa. Portanto, ao recorrer ao capital de terceiros para financiar um negócio, avalie bem as taxas de juros antes de contratar um empréstimo. Desta forma, é possível evitar que a conta a pagar fique mais cara que o total faturado pela companhia.

•Avalie friamente mercado e concorrência – a primeira pergunta a se fazer é se existe mercado para o produto e quem são os atuais e possíveis concorrentes. Tal tarefa, no entanto, só poderá ser realizada por um profissional preparado, que saiba identificar a concorrência e proponha maneiras de colocar os produtos da empresa em evidência.

•Invista – trabalhe com produtos que costumam ser valorizados pelos clientes, mas tome cuidado se você veio de um emprego corporativo. Afinal, as soluções adequadas para corporações nem sempre são necessárias e/ou cabem no orçamento de um start up.

•Aposte em advogados e contadores – nada de economizar com advogados e contadores, pois são justamente estes os profissionais que podem salvar a pele de um empreendedor e evitar aborrecimentos futuros. Antes de contratar, pesquise bem o histórico de cada prestador e aposte naquele que tiver mais credibilidade e cujo preço seja compatível com a verba em caixa para tal serviço.

•Obedeça a lei – aquilo que começa errado termina sempre mal. Por isso, evite negócios que são apenas viáveis devido à sonegação fiscal. Além de problemas com auditores fiscais, o empresário pode se deparar com um grande problema quando perceber que a concorrência descobriu suas operações ilegais e, de repente, toma-lhe alguns clientes.

•Não tenha medo de mudar – muitas vezes uma ideia é boa, mas, ao passar pelo teste da realidade, alguns ajustes se fazem necessários. Este é o caso, por exemplo, de uma solução cujo potencial técnico seja favorável, mas que, do ponto de vista comercial, se mostre inviável. Nestas ocasiões é preciso calma, afinal, realizar ajustes tempestivamente pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso.

•Cuidado com o sócio – use sempre critérios profissionais e procure complementar seu perfil. Uma sociedade é tão ou mais difícil que um casamento e um bom colega corporativo nem sempre pode vir a ser um bom sócio. Lembre-se de que as pessoas possuem objetivos diferentes e estes às vezes podem ser divergentes e de difícil compatibilização. Além disso, atenção não só ao que as pessoas dizem, mas também à forma como agem na vida profissional e pessoal.

•Adeque-se – esteja atento ao ciclo de vida da empresa! Aquilo que é adequado e suficiente no início de um empreendimento pode significar prejuízo e até a inviabilização do negócio em fases posteriores. Por isso, atenção às mudanças e adequações do perfil empresarial, que devem ser constantemente avaliadas.

•Sacrifícios são necessários– administrar o próprio negócio exige sacrifícios e nem sempre manter certos hábitos é possível. Às vezes, até a família e a convivência com familiares costumam ser afetadas no início de um negócio, afinal, estar à frente de uma empresa significa dedicação em tempo integral.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Copom mantém perspectiva de alta do preço da gasolina para este ano

Por: InfoMoney

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, em sua ata da última reunião, divulgada nesta quinta-feira (8), manteve a projeção de variação dos preços da gasolina. O Comitê continua projetando um aumento de 4% para este ano.
Com relação às tarifas de telefonia fixa e eletricidade, ambas para o acumulado de 2011, também foram mantidas em 0,9% e 4,1% respectivamente.

Preços administrados
No entando, houve alteração na projeção de reajuste para o conjunto de preços administrados para o acumulado de 2011, passando de 4,9% considerados na reunião de julho, para 5,0%, nesta última. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), esse conjunto de preços representou 29% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de julho.
A previsão de reajustes do conjunto dos preços administrados por contrato e monitorados para o acumulado de 2012, por sua vez, permaneceu em 4,4%, mesmo patamar considerado na reunião anterior.
A projeção considera, entre outros fatores, componentes sazonais, variações cambiais, inflação de preços livres e inflação medida pelo IGP (Índice Geral de Preços).

Copom
O Copom foi criado em junho de 1996, com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e de definir a taxa básica de juro. Até o final de 2005, as reuniões do colegiado aconteciam com frequência mensal, mas, a partir de 2006, passaram a ocorrer aproximadamente a cada 45 dias, totalizando oito reuniões ao ano.
O modelo adotado no Brasil é similar ao do Federal Reserve, o banco central norte-americano, que tem no FOMC (Federal Open Market Committee) a centralização das decisões de política monetária, trazendo mais transparência ao processo decisório.
De acordo com o Banco Central, os objetivos do Copom são "implementar a política monetária, definir a meta da taxa Selic e seu eventual viés, e analisar o Relatório de Inflação". Vale lembrar que a taxa de juro fixada na reunião do colegiado é a meta para a Selic, que vigora no período até a próxima reunião do comitê.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Exagerando nas compras? Veja dez dicas para evitar gastos por impulso

Por: www.infomoney.com.br

Já dizia a música: “dinheiro na mão é vendaval”... De autoria de Paulinho da Viola, a canção que já foi até tema de novela, nunca foi tão atual, especialmente em tempos em que o apelo para o consumo é extremamente eficaz, sobretudo para quem não resiste ao hábito de comprar.

Além disso, problemas no trabalho, um namoro ou casamento desgastado, a impossibilidade de realizar um grande sonho e até mesmo o fato de morar perto de shoppings ou ter amigos que compram muito podem ser motivos para ir às compras, que se torna uma válvula de escape, quando se está com problemas.

Diante disso tudo, o que fazer para abolir de vez o hábito de comprar por impulso?

O que fazer?
De acordo com a educadora e terapeuta financeira, Paula Schurt, com disciplina, paciência e boa vontade, é possível abandonar os maus hábitos e se tornar um comprador consciente. Para isso, ela dá algumas dicas:

1 - Vai sair? Leve apenas o suficiente. Ou seja, determine o quanto vai gastar e não saia de casa com uma quantia muito grande;

2 - Cheque e cartão de crédito? Deixe-os em casa, já que tais ferramentas estimulam o consumo e as compras por impulso;

3 - Planeje suas compras. Pense antes de comprar. Será que aquilo que você quer será realmente útil?

4 - Resista à tentação. Quando a vontade de adquirir algo surgir, não compre na hora. Vá dar uma volta, se o item não for necessário, provavelmente, você esquecerá o produto;

5 - Arrume a casa com frequência. Durante a arrumação, é possível encontrar coisas das quais mal se lembrava. Além disso, esta é uma forma de saber se há muitas coisas sem uso;

6 - Faça um orçamento. Anotar receitas e despesas ajuda a ter uma visão realista da vida financeira;

7 - Tenha sonhos. Desejar algo com muita vontade ajuda a economizar. Querer realizar o sonho da casa própria, do carro novo, da pós-graduação ou da viagem internacional evita os gastos desnecessários;

8 - Pesquise antes de comprar. Além de ajudar a adquirir produtos com melhor preço, ao pesquisar, você tem mais tempo para pensar se realmente aquilo é necessário.

9 - Peça ajuda. Se controlar os gastos está muito difícil, peça auxílio aos amigos e familiares e procure fazer outras atividades para se distrair.

10 - Se o problema não se resolver, que tal optar por uma terapia financeira? A reeducação é um bom caminho para se livrar de vez do impulso e tornar-se consciente na hora das compras.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ford, Volks e Fiat dão férias coletivas para reduzir estoque

Fonte: Tatiana Resende www.folha.com Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, mais de 80% dos 5.300 funcionários da Volkswagen na cidade paulista não vão trabalhar hoje, amanhã (6), quinta (8) e sexta-feira (9). Na quarta-feira (7), já não haveria expediente devido ao feriado da Independência. Os dias parados serão descontados do banco de horas. A montadora também vai paralisar a produção nesta semana na fábrica em São José dos Pinhais (PR), de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, e em dois dias, na quinta (8) e na sexta-feira (9), na unidade de São Bernardo do Campo (SP), segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A Volkswagen não confirma essas informações, dizendo apenas que "está fazendo uso de suas ferramentas de flexibilidade para ajustar o estoque". Na Ford, de acordo com a assessoria de imprensa, a parada na produção em Camaçari (BA) vai de 12 de setembro a 7 de outubro. Em Taubaté (SP), serão aproximadamente duas semanas para 1.300 dos 1.600 empregados da unidade. Os períodos serão diferentes de acordo com a área, englobando os trabalhadores no segmento de transmissão e motores RoCam (19 a 30 de setembro), fundição (26 de setembro a 14 de outubro) e motores Sigma (5 a 14 de outubro). Em São Bernardo do Campo (SP), também haverá escalonamento para as linhas de caminhões (8 a 16 de setembro), carros (5 a 9 de setembro) e estamaparia (12 de setembro a 7 de outubro). Na unidade da Fiat em Betim (MG), parte dos empregados --o número exato ainda não foi divulgado pela assessoria de imprensa-- não vai trabalhar hoje e amanhã (6), dias que antecedem o feriado, para regular os estoques e manutenção dos equipamentos. Já os 300 funcionários da GM em São José dos Campos (SP), que tiveram férias coletivas por duas semanas, voltaram ao trabalho hoje. No período, a empresa deixou de produzir 1.500 veículos. Na unidade de Gravataí (RS), a montadora suspendeu dois sábados de produção em agosto e um em setembro. O sábado de produção marcado para o próximo dia 24 está mantido. ESTOQUES Os dados de agosto com relação a nível de estoque nas concessionárias e na indústria só serão divulgados na próxima quinta-feira (8) na coletiva de imprensa da Anfavea (associação das montadoras). Os números de julho já apontavam o excesso de veículos nos pátios, chegando ao equivalente a 36 dias de vendas, o maior tempo desde junho do ano passado, quando atingiu o mesmo patamar. Em entrevista na sexta-feira passada (2), o presidente da Fenabrave (federação das concessionárias), Sergio Reze, disse que o nível de estoques nas lojas está chegando "ao limite". "Nossa grande preocupação é saber qual será o movimento de produção das montadoras. Está complicado", acrescentou. Para ele, propagandas levando o consumidor a acreditar que o desconto oferecido em determinado produto vai vigorar só naquela semana ou naquele feirão não surtem mais efeito porque há "liquidações diárias". NOVO RECORDE Apesar disso, as vendas de veículos novos, que englobam automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, bateram mais um recorde para meses de agosto (327,4 mil unidades) e no acumulado do ano (2,371 milhões), com acréscimo de 4,7% e de 8,0% sobre igual período em 2010. Considerando apenas os emplacamentos de automóveis e comerciais leves, a Fiat ocupa a liderança do mercado nos oito primeiros meses do ano, respondendo por 22,44% do total de licenciamentos, seguida de perto pela Volkswagen (20,66%). Na terceira colocação aparece a GM (18,39%), à frente da Ford (9,42%) e da Renault (5,12%).

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Economia do País cresce 0,8% no 2º trimestre, diz IBGE

. Por Alessandra Saraiva e Daniela Amorim | Agência Estado www.estadao.com.br O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou aumento de 0,8% no segundo trimestre deste ano ante o trimestre imediatamente anterior, segundo divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas consultados pela Agência Estado, que iam de uma expansão de 0,35% a uma alta de 1,10%, e ficou em cima da mediana projetada, de 0,80%. Na comparação com o segundo trimestre de 2010, o PIB apresentou alta de 3,1% no trimestre passado. As estimativas da Agência Estado para essa base de comparação variavam de expansão de 2,70% a 3,80%, com mediana de 3,20%. No acumulado do primeiro semestre de 2011, o PIB brasileiro cresceu 3,6% em relação ao primeiro semestre de 2010. Ainda segundo o IBGE, o PIB do segundo trimestre deste ano em valores correntes somou R$ 1,021 trilhão.